A Mostra de Cinema terá lugar na Sala Walter da Silveira, onde serão apresentados exemplos emblemáticos e diversos da produção recente da filmografia africana e da Diáspora, com temas ligados à reflexão sobre identidades sociais e culturais contemporâneas.
O Ministério das Relações Exteriores, em parceria com a Fundação Cultural do Estado da Bahia, tem a satisfação de apresentar a ‘Mostra de Cinema da África e da Diáspora’, no âmbito da II CIAD – Conferência de Intelectuais da África e da Diáspora.
DATAS E LOCAL
Período: de 13 a 16 de julho de 2006
Local: Sala Walter da Silveira
Rua General Labatut, 27 – Barris
Salvador – Bahia
Tel: (71) 3116-8100
Debate com cineastas convidados
13 de julho às 20:00 h
Sala Walter da Silveira
GRADE DE PROGRAMAÇÃO
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SESSÃO/DIA |
13/07 (Quinta) |
14/07 (Sexta) |
15/07 (Sábado) |
16/07 (Domingo) |
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14:00 |
O Herói |
À espera da Felicidade |
Samba Traoré |
Cafundó |
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16:00 |
Samba Traoré |
Nha Fala |
O Dia em que o Brasil esteve aqui |
As Ruas de Casablanca |
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18:00 |
As Ruas de Casablanca |
Cafundó |
O Herói |
O Dia em que o Brasil esteve aqui |
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20:00 |
DEBATE |
Roble de Olor |
À espera da Felicidade |
Nha Fala |
SINOPSES E FICHAS TÉCNICAS
1 – Cafundó (101’, Brasil, 2006)
‘Cafundó’ é uma crônica inspirada na vida real de João de Camargo, homem simples e ingênuo. Preto Velho milagreiro, ele viveu no Brasil no final do Século XIX e início do Século XX em Sorocaba. Escravo liberto, João de Camargo sofre o impacto do advento da modernidade e suas transformações políticas e econômicas, com a chegada da abolição, da República, da luz, do rádio e da industrialização. Deslumbrado e desiludido, ele deixa-se abater até atingir o fundo do poço, quando tem uma visão que o inspira, ilumina e alucina. A partir de então, firma sua identidade, dedicando sua vida a curar e abençoar seus semelhantes, fundando a igreja do Bom Jesus da Água Vermelha.
Direção: Clóvis Bueno e Paulo Betti
Roteiro: Clóvis Bueno
Produção: R. A. Genaro, Virgínia W. Moraes e Paulo Betti
Fotografia: Zé Bob
Direção de Arte: Vera Hamburger
Elenco: Lázaro Ramos, Leona Cavalli, Leandro Firmino, Beto Guiz, Ernani Moraes
2 – O Dia Em Que O Brasil Esteve Aqui (72’, Brasil, 2006)
Documentário que mostra a euforia dos cidadãos haitianos em Porto Príncipe, em junho de 2004, quando a seleção brasileira de futebol jogou um amistoso contra o time local.
Direção: Caito Ortiz e João Dornelas
Produção: Adriano Civita
Fotografia: Cristiano Wiggers
3 – O Herói (97’, Angola/França/Portugal, 2003)
Recrutado aos 15 anos de idade pelo exército angolano, Vitório deixa a vida militar depois de duas décadas de combates. Em sua última missão, ele foi atingido por estilhaços de uma mina e teve uma perna amputada. Depois de meses de espera, consegue uma prótese. Sem conseguir emprego e reencontrar sua família, ele depara-se com a indiferença e a zombaria das pessoas. Certo dia, dormindo na rua, tem sua prótese roubada. Três pessoas tentam fazê-lo recuperar a esperança: a prostituta Judith, o menino Manu e Joana, professora do menino.
Direção: Zezé Gamboa
Roteiro: Carla Batista
Produção: Fernando Vendrell
Fotografia: Mário Masini
Elenco: Makena Diop, Milton Coelho, Patricia Bull, Maria Ceiça
4 – As Ruas de Casablanca ( 99’, Marrocos/França, 2000)
Ali, Kwita, Omar e Boubken, todos com 12 anos, são meninos de rua em Casablanca. As ruas são sua casa e as pessoas que nelas moram, sua família. Sem ter para onde ir nem onde se esconder, a sobrevivência é um problema cotidiano e a amizade, o elo insubstituível que os une. Até que um dia, Ali é morto – teve sua vida abreviada por um ato de vingança de uma gangue rival. Seus amigos bem que poderiam abandoná-lo ali, morto, mas decidem dar-lhe o enterro que merecia – o de um rei.
Título original: Ali Zaoua
Direção: Nabil Ayouch
Roteiro: Nabil Ayouch e Nathalie Saugeon
Produção: Etienne Comar, Jean Cottin e Antoine Voituriez
Fotografia: Vincent Mathias
Direção de Arte: Said Rais
Elenco: Mounim Kbab, Mustapha Hansali, Hicham Moussoune, Abdelhak Zhayra, Said Taghmaoui, Amal Ayouch
5 – À Espera da Felicidade ( 95’, Mauritânia/França, 2002)
Ao visitar sua mãe antes de emigrar para a Europa, Abdallah, um rapaz de 17 anos, sente-se um estranho em sua própria terra. Natural de Nouadhobou, uma pequena aldeia na costa da Mauritânia, ele é atraído pela cultura ocidental, enquanto os costumes e festividades locais o envergonham. Porém, seu ponto de vista começa a se modificar, aos poucos, depois de ele conhecer a jovem e sensual Nana, o velho Maata e um menino órfão que se chama Katra e é dotado de uma profunda curiosidade.
Título Original: Heremakono
Direção: Abderrahmane Sissako
Roteiro: Abderrahmane Sissako
Produção: Maji-da Abdi, Nicolas Royer, Guillaume de Seille
Música: Oumou Sangare
Elenco: Khatra Ould Abder Kader, Maata Ould Mohamed Abeid, Mohamed Mahmoud Ould Mohamed, Nana Diakité, Fatimetou Mint Ahmeda
6 – Nha Fala (90’, Guiné-Bissau/Portugal/França, 2002)
Antes de partir para a Europa para estudar, Vita, uma jovem africana, promete à mãe que jamais cantará, pois uma maldição que se abate sobre a sua família determina que qualquer mulher que ouse cantar morrerá. Em Paris, Vita conhece Pierre, um jovem e talentoso músico por quem se apaixona. Transbordando alegria, Vita liberta-se finalmente e canta, deixando-se convencer por Pierre a gravar um disco, que se torna um sucesso de vendas imediato. Temendo que a mãe descubra que quebrou a promessa, Vita decide voltar a casa para morrer! Com a ajuda de Pierre e Yano, Vita encena a sua própria morte e ressurreição, para mostrar à família e amigos que tudo é possível, se tiverem a coragem de ousar.
Direção: Flora Gomes
Roteiro: Flora Gomes, Franck Moisnard
Produção: Luís Galvão Teles
Música: Manu Dibango
Elenco: Fatou N’Diaye, Jean-Christophe Dollé, Ângelo Torres, Bia Gomes, Jorge Quintino Biague, Carlos Imbombo
7 – Samba Troré ( 85’, Burkina Faso/França, 1992)
Samba foge para sua aldeia, depois de um assalto a um posto de gasolina. O amigo morre num tiroteio. Samba escapa com o dinheiro, mas perde a paz. Ele conhece Saratou. Os dois passam a viver juntos, dando apoio um ao outro, na tentativa de esquecer o passado. Saratou tem um filho de dez anos, Ali, de um homem que abandonou. Salif, um amigo de infância, e sua mulher Binta testemunham o ato de desespero de Samba de se livrar de seus pecados.
Direção: Idrissa Ouédraogo
Roteiro: Idrissa Ouédraogo, Jacques Arhex, Santiago Amigorena
Produção: Idrissa Ouédraogo, Silvia Voser
Fotografia: Pierre Laurent Chenieux
Música: Wasis Diop, Falon Cahen
Elenco: Bakary Sangare, Mariam Kaba, Abdoulaye Komboudri, Irene Tassembedo
8 – Roble de Olor ( 127’, Cuba, 2003)
Primeira metade do século XIX . Em Cuba, lugar de enigmas, sonhos e tragédias sem fim, uma mulher negra e bonita procedente do Haiti e um alemão – romântico comerciante recém chegado à ilha- protagonizam a história do amor infinito que fez florescer o cafezal mais rico de Cuba: Angerona. Foi um período obscuro, em um lugar cercado por intolerância, incompreensão, conflito de interesses e poder absoluto.
Direção: Rigoberto López
Roteiro: Eugenio Hernandez Espinosa e Rigoberto López
Produção: Humberto Hernandez
Fotografia: Livio Delgado
Elenco: Jorge Perugorría, Lía Chapman, Rúben Breñas, Raúl Martín, Raquel Rubí
Participação do Leitor
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