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segunda-feira, 5 de janeiro de 2009
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11 de julho de 2006

Stevie Wonder chega a Salvador para Conferência

Do ‘A Tarde’ - A Tarde On Line (BA) ‘Amor, unidade e respeito’ foi o que o cantor e compositor norte-americano Stevie Wonder pediu, ao desembarcar no Aeroporto Internacional de Salvador, nesta segunda-feira, 11, no início da tarde. O artista, um dos maiores nomes da música internacional e conhecido ativista da causa negra no mundo, veio pela primeira vez à Bahia para a II Conferência de Intelectuais da África e da Diáspora (Ciad).

Simpático e com respostas objetivas, Wonder disse estar ‘muito feliz’ por participar de um evento desse porte, mas frustrou os fãs ao anunciar que não estará presente no show de sexta-feira, 14, na Concha Acústica do Teatro Castro Alves, como era esperado. O motivo são compromissos nos Estados Unidos (apresentação no dia 15, na Califórnia, e o aniversário da filha, na sexta-feira). Ele fica na cidade até esta quinta-feira e participa intensamente de atividades da Ciad durante todo o dia. ‘Mas, se surgir uma oportunidade de cantar, eu canto’, declarou o cantor, em entrevista ainda no saguão do aeroporto.

DESIGUALDADE HISTÓRICA - Entre os temas abordados pela Ciad, Stevie Wonder destacou as ações polêmicas, como a utilização de cotas para negros em universidades, e defendeu projetos que coloquem os negros em igualdade de condições com os não-negros. Para ele, a maior dificuldade ainda está na cabeça das pessoas e não somente na execução de planos e projetos.

‘É impossível afirmar que cotas são o melhor método para reparar ou melhorar a vida dos negros. Mas é importante lembrar da história de desigualdade e pensar nela como algo que não deve existir mais. Assim, devemos pensar em soluções, não só as de equiparação imediata, mas também que façam com que haja igualdade em todos os setores, para sempre’, garantiu.

Ao longo da carreira de 44 anos, Stevie Wonder recebeu 22 prêmios Grammy e vendeu 70 milhões de disco. E diz que sempre se preocupou em levar para as pessoas a bandeira do amor e da união, por considerar que ‘essa é uma ótima maneira de pensar o mundo. ‘Deveríamos colocar isso em prática, e não ser só uma idéia de alguns’, comentou.

Ele acredita que o evento será importante, não só para a discussão de soluções, mas também para um maior entendimento entre os povos. ‘Acredito que esse intercâmbio de povos é importante para quebrar barreiras, unir as pessoas e diminuir as diferenças. Temos que caminhar juntos, com respeito’, disse. Sobre sua relação com o continente africano, o artista observou que ‘temos que olhar para a África como uma mãe, sim (mãe-África). Não como aquela que cuida dos filhos que precisam de assistência, mas a mãe como início da civilização’, emendou.


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