Ministério da Cultura incentiva tradição oral por intermédio de pontos de cultura
Os Griôs são os contadores de histórias. A cada geração, carregam na
memória esse legado: a tradição da história oral. Já reconhecido como
patrimônio cultural imaterial, agora o Ministério da Cultura (MinC)
lança o projeto Ação Griô no II Seminário Nacional de Políticas
Públicas para as Culturas Populares, realizado em setembro de 2006, em
Brasília.
‘Lá nos sertões da África, entre aldeias distantes Caminham mulheres e
homens aprendendo e ensinando a sabedoria daquele povo São os griôs E
quando os griôs chegam nas aldeias As crianças, os pais, os tios, e os
avós sentam em uma roda E está aberto o ritual do contador de
histórias’. (Márcio Griô, do Ponto de Cultura Grão de Luz e Griô)
Os Griôs são os contadores de histórias. A cada geração, carregam na
memória essa ilha de edição: a tradição da história oral. Já
reconhecido como patrimônio cultural imaterial, agora o Ministério da
Cultura (MinC) lança o projeto Ação Griô que decorreu da discussão no I
Seminário Nacional de Políticas Públicas para as Culturas Populares,
realizado em janeiro de 2005, e anunciado na realização do II
Seminário, em setembro de 2006, em Brasília.
O secretário de Programas e Projetos do MinC, Célio Turino, explica que
o projeto funcionará como um incentivo para que os mestres griôs da
cultura popular transmitam seus conhecimentos nos Pontos de Cultura do
Programa Cultura Viva. Inicialmente 50 pontos participarão do projeto,
através de edital lançado no dia 18 de setembro (confira aqui).
Os griôs e os griôs aprendizes receberão, durante o período de 1 ano,
bolsas de trabalho no valor de R$ 350,00 mensais. O repasse será de até
500 bolsas. ‘Nosso sonho é tornar a tradição oral mais do que um
projeto nacional, mas uma política nacional de fortalecimento da
identidade das crianças, adolescentes e jovens brasileiros vinculados à
sua ancestralidade’, revelou Lílian Pacheco, do Pontão Ação Griô, de
Lençóis, na Bahia (saiba mais).
O canto, a dança, o cordel, os mitos, os repentes, as quadras, ou
apenas as contações de histórias farão parte das expressões
incentivadas. E os griôs aprendizes podem ser educadores,
pesquisadores, artistas, ou qualquer um. ‘A intenção não é interferir
na realidade e nas tradições populares. Nenhum técnico do MinC ou do
MEC vai interferir. Quem escolhe o que vai fazer e como são os próprios
pontos de cultura. Nós apenas damos o dinheiro para que isso seja
facilitado’, explica Turino.
Outra questão em destaque no Ação Griô é a nova política do Cultura
Viva que, além da difusão em rede, incentiva experiências sugeridas
através de um ponto de cultura para toda a rede. ‘Griô é todo o saber
popular. O saber popular de origem africana, indígena, ucraniana,
japonesa, todos são griôs, todos entram na mesma roda. E assim funciona
o Cultura Viva. O conhecimento, a sabedoria de um passa para outro’,
explicou Célio Turino.
Pedagogia Griô
Na tarde do dia 16, a Tenda Mestre Eugênio, na Funarte,
foi tomada por uma grande roda. O aprendiz de griô Márcio Caíres
liderou o grupo de futuros griôs em uma oficina para mostrar a
experiência da comunidade de Água Boa em Lençóis. A primeira cantiga
fazia referência a um chapéu decorado que caía no chão para que os
participantes o botassem na cabeça e recitassem alguns versos. De
cabeça em cabeça, as histórias eram contadas e escritas.
Márcio Caires, que trabalha com pedagogia griô há 10 anos, aprendeu as
práticas com os mestres Seu Izidoro e Seu Zé Herculano. A expressão
griô, segundo ele, foi tirada de uma antiga tradição de alguns países
africanos. Lá, os griôs são contadores de história, que viajam de
cidade em cidade levando informação e cultura à população.
Protesto
Alguns mestres griôs protestaram durante a conferência ‘Tradição e
Invenção nas Culturas Populares’, no dia 16 de setembro. Assim, o
encerramento do I Encontro Sul-Americano das Culturas Populares e II
Seminário de Políticas Públicas para as Culturas Populares, realizado
em Brasília, entre 14 e 17 de setembro, foi marcado por uma conferência
com mestres dos 27 estados brasileiros com o secretário da Diversidade
e Identidade Cultural do MinC, Sérgio Mamberti, sobre a realidade
cultural de suas regiões.
Liberação de recursos financeiros para as culturas populares;
reconhecimento e respeito às raízes culturais; participação de mestres
na elaboração de outros seminários; espaço para apresentações culturais
de cada estado; visibilidade dos mestres em vida; criação de um selo de
qualidade para trabalhos artesanais e regulamentação de um curso de
licenciatura para professores na área de culturas populares e do
folclore foram as reivindicações apresentadas pelos representantes das
culturas populares ao MinC.
Sérgio Mamberti disse que o objetivo é dar espaço para todas as vozes.
‘Há uma carência muito grande. Muitas questões não sem nossa
responsabilidade, como os índios que pedem demarcação de terras. O
nosso orçamento é muito pequeno. Por isso continuamos lutando por mais
verbas. Há a compreensão de que estamos no caminho certo. Mas também
sabemos que temos muito por fazer’, pontuou o secretário.
Os Griôs são os contadores de histórias. A cada geração, carregam na
memória essa ilha de edição: a tradição da história oral. Já
reconhecido como patrimônio cultural imaterial, agora o Ministério da
Cultura (MinC) lança o projeto Ação Griô que decorreu da discussão no I
Seminário Nacional de Políticas Públicas para as Culturas Populares,
realizado em janeiro de 2005, e anunciado na realização do II
Seminário, em setembro de 2006, em Brasília.
O secretário de Programas e Projetos do MinC, Célio Turino, explica que
o projeto funcionará como um incentivo para que os mestres griôs da
cultura popular transmitam seus conhecimentos nos Pontos de Cultura do
Programa Cultura Viva. Inicialmente 50 pontos participarão do projeto,
através de edital lançado no dia 18 de setembro (confira aqui).
Os griôs e os griôs aprendizes receberão, durante o período de 1 ano,
bolsas de trabalho no valor de R$ 350,00 mensais. O repasse será de até
500 bolsas. ‘Nosso sonho é tornar a tradição oral mais do que um
projeto nacional, mas uma política nacional de fortalecimento da
identidade das crianças, adolescentes e jovens brasileiros vinculados à
sua ancestralidade’, revelou Lílian Pacheco, do Pontão Ação Griô, de
Lençóis, na Bahia (saiba mais).
O canto, a dança, o cordel, os mitos, os repentes, as quadras, ou
apenas as contações de histórias farão parte das expressões
incentivadas. E os griôs aprendizes podem ser educadores,
pesquisadores, artistas, ou qualquer um. ‘A intenção não é interferir
na realidade e nas tradições populares. Nenhum técnico do MinC ou do
MEC vai interferir. Quem escolhe o que vai fazer e como são os próprios
pontos de cultura. Nós apenas damos o dinheiro para que isso seja
facilitado’, explica Turino.
Outra questão em destaque no Ação Griô é a nova política do Cultura
Viva que, além da difusão em rede, incentiva experiências sugeridas
através de um ponto de cultura para toda a rede. ‘Griô é todo o saber
popular. O saber popular de origem africana, indígena, ucraniana,
japonesa, todos são griôs, todos entram na mesma roda. E assim funciona
o Cultura Viva. O conhecimento, a sabedoria de um passa para outro’,
explicou Célio Turino.
Pedagogia Griô
Na tarde do dia 16, a Tenda Mestre Eugênio, na Funarte,
foi tomada por uma grande roda. O aprendiz de griô Márcio Caíres
liderou o grupo de futuros griôs em uma oficina para mostrar a
experiência da comunidade de Água Boa em Lençóis. A primeira cantiga
fazia referência a um chapéu decorado que caía no chão para que os
participantes o botassem na cabeça e recitassem alguns versos. De
cabeça em cabeça, as histórias eram contadas e escritas.
Márcio Caires, que trabalha com pedagogia griô há 10 anos, aprendeu as
práticas com os mestres Seu Izidoro e Seu Zé Herculano. A expressão
griô, segundo ele, foi tirada de uma antiga tradição de alguns países
africanos. Lá, os griôs são contadores de história, que viajam de
cidade em cidade levando informação e cultura à população.
Protesto
Alguns mestres griôs protestaram durante a conferência ‘Tradição e
Invenção nas Culturas Populares’, no dia 16 de setembro. Assim, o
encerramento do I Encontro Sul-Americano das Culturas Populares e II
Seminário de Políticas Públicas para as Culturas Populares, realizado
em Brasília, entre 14 e 17 de setembro, foi marcado por uma conferência
com mestres dos 27 estados brasileiros com o secretário da Diversidade
e Identidade Cultural do MinC, Sérgio Mamberti, sobre a realidade
cultural de suas regiões.
Liberação de recursos financeiros para as culturas populares;
reconhecimento e respeito às raízes culturais; participação de mestres
na elaboração de outros seminários; espaço para apresentações culturais
de cada estado; visibilidade dos mestres em vida; criação de um selo de
qualidade para trabalhos artesanais e regulamentação de um curso de
licenciatura para professores na área de culturas populares e do
folclore foram as reivindicações apresentadas pelos representantes das
culturas populares ao MinC.
Sérgio Mamberti disse que o objetivo é dar espaço para todas as vozes.
‘Há uma carência muito grande. Muitas questões não sem nossa
responsabilidade, como os índios que pedem demarcação de terras. O
nosso orçamento é muito pequeno. Por isso continuamos lutando por mais
verbas. Há a compreensão de que estamos no caminho certo. Mas também
sabemos que temos muito por fazer’, pontuou o secretário.
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