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Diagnóstico da ABCCOM – Associação Brasileira de Canais Comunitários

A ABCCOM tem por missão principal representar os canais comunitários nas relações com o Poder Público, ser porta voz de seus anseios, principalmente no Ministério das Comunicações, Anatel e Congresso Nacional. Hoje são cerca de 70 canais comunitários, que podem chegar a 203, o mesmo número de empresas de TV a cabo em operação no país. Todos atuam em conjunto, por meio de suas associações gestoras, promovem intercâmbio de experiências e esclarecem dúvidas jurídicas advindas da legislação do setor.
1 – Apresentação

Os canais comunitários foram criados pela Lei Federal 8.977/95 – Lei de TV a Cabo -, que deu origem aos chamados Canais Básicos de Utilização Gratuita como forma de contrapartida social dos operadores de cabo. A legislação criou os canais comunitários para serem utilizados por organizações não-governamentais, contudo sem prever a viabilidade econômica desse novo veículo de comunicação.

A sociedade civil organizada, principal artífice no processo de democratização dos meios de comunicação, passou a ocupar esses canais previstos em lei e transformar em realidade as letras da legislação.

As primeiras cidades brasileiras a ocupar seus canais comunitários foram Brasília, Porto Alegre, São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte e São José do Rio Preto, todos com data de nascimento no ano de 1997.

Em janeiro de 2000, os canais comunitários existentes no estado de São Paulo resolveram criar a primeira entidade representativa do setor. Reunidos em Marília, a 500 quilômetros da capital, os canais comunitários de São Paulo, Santos, Campinas, Sorocaba, São José do Rio Preto e da cidade anfitriã criaram a Associação dos Canais Comunitários do Estado de São Paulo (ACESP). A partir daquele momento o setor começava a se organizar.

No fim do mesmo ano, na capital paulista, reuniram-se representantes de vários canais comunitários em operação no país, cerca de 25 à época. E, na ordem do dia, estava a criação de uma entidade representativa nacional. Como não houve consenso a respeito da formatação estatutária nem sobre seus dirigentes, resolveu-se, em nome da unidade nacional, adiar a criação da ABCCOM.

Em meados de 2001, os canais comunitários em operação no país, cerca de 35 à época, voltam a reunir-se e fundam a Associação Brasileira de Canais Comunitários (ABCCOM). A entidade nasce representativa, com a participação de quase todos os canais existentes, exceto Porto Alegre, que filia-se em 2004.

A ABCCOM tem por missão principal representar os canais comunitários nas relações com o Poder Público, ser porta voz de seus anseios, principalmente no Ministério das Comunicações, Anatel e Congresso Nacional. Hoje são cerca de 70 canais comunitários, que podem chegar a 203, o mesmo número de empresas de TV a cabo em operação no país. Todos atuam em conjunto, por meio de suas associações gestoras, promovem intercâmbio de experiências e esclarecem dúvidas jurídicas advindas da legislação do setor.

Entre as questões centrais a serem tratadas pelo setor estão o financiamento público para canais comunitários, por meio da criação de um fundo nacional de apoio e desenvolvimento da mídia comunitária e pública, transmissão do sinal de canal comunitário nas operadoras de TV a cabo, que já operam em tecnologia digital, e acesso também à onda aberta.

Clique para acessar a íntegra do diagnóstico e estatudo da ABCCOM em formato pdf, e utilize a seção de comentários caso queira se manifestar à respeito.

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2 comentários

  • Audeir Cotinho Alexandrino(Djiola)

    23 de junho de 2010

    Caros Companheiros! do Ministerio Da Cultura. Este documento tem um Valor Importante para todas as Tvs comunitárias do Brasil; pois, trás os dados e informações a sociedade sobre um assunto que está evoluindo a cada dia.

  • Pedro

    5 de abril de 2009

    Gostaria de saber:
    em cidades servidas pela SKY, e não pela NET, pode-se criar uma televisão comunitária (questão técnica).
    Por que a TV Comunitária não pode utilizar-se de um canal aberto UHF?

    Agradeço a atenção
    pedrogrossmann12@hotmail.com

    RESPOSTA, por Contate@Cultura: Para obter suas respostas, procure o Ministério das Comunicações.