28 de março de 2007
Seminário Brasil-Canadá sobre a Diversidade Cultural
A necessidade do diálogo foi amplamente defendida pelos expositores
O segundo dia do seminário Brasil-Canadá sobre a Diversidade Cultural foi marcado na manhã de hoje, 28 de março, pela realização de palestras que referiram-se ao diálogo como uma questão básica da diversidade. Assuntos relacionados à educação, ao patrimônio imaterial, a projetos de pesquisa em universidade e a outros itens foram abordados no painel A Diversidade Cultural nas políticas públicas e programas do Canadá e do Brasil - Boas práticas e lições aprendidas, coordenado pelo secretário da Identidade e da Diversidade Cultural do Ministério da Cultura (SID/MinC), Sérgio Mamberti.
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| André Lázaro (MEC): “para a educação, a Convenção da Diversidade Cultural é extraordinária”. |
O seminário é uma realização da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) e da Embaixada do Canadá, com o apoio do Ministério da Cultura, da Comunidade Bahá’í e do Centro Universitário Unieuro, em Brasília, onde o encontro acontece durante esses dois dias (27 e 28 de março), em tempo integral. O objetivo é a abertura de debates sobre a Convenção para a Proteção e a Promoção da Diversidade das Expressões Culturais, a chamada Convenção da Diversidade Cultural, que entrou em vigor, internacionalmente, no último dia 18. Especialistas brasileiros e canadenses participam do seminário, além de estudantes e o público em geral que conseguiu confirmação de suas inscrições pela Unesco.
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| Mamberti coordenou o painel enfatizando a participação de países como Canadá e França para a Convenção da Diversidade Cultural. |
Ao abrir os trabalhos do painel, o secretário Sérgio Mamberti discorreu sobre a criação da SID, sobre a construção de políticas públicas a partir dos anseios das comunidades e sobre a forte participação do Ministério da Cultura e do ministro Gilberto Gil no processo de elaboração e aprovação da Convenção da Diversidade Cultural. Ele também enfatizou a intensa atuação da França e do Canadá em todo o processo de elaboração da Convenção. “O Canadá, exemplo de multiculturalismo, sempre esteve aberto a receber sugestões e propostas”, ressaltou o secretário.
“Precisamos de uma ação integrada, de uma facilitação nos diálogos”, disse o secretário executivo-adjunto do Ministério da Educação, André Lázaro, que participou do painel coordenado por Mamberti. “Durante muito tempo, o sistema educativo brasileiro trabalhou de costas para o seu ambiente, para as questões culturais, sem levar muito em conta o contexto cultural. Estamos num patamar melhor ou mais avançado do que estávamos há 10 anos atrás”, ressaltou André Lázaro, que, na ocasião, substituiu Ricardo Henriques, secretário de Educação Continuada, Alfabetização e Diversidade do MEC (Secad). Segundo ele, “o multiculturalismo está reconhecido no Brasil, embora as expressões ainda estejam muito isoladas”.
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| Membros do painel, a partir da esquerda: Márcia Sant’Anna (Iphan), Altair José (Instituto Pólis), Sergio Mamberti (Secretário da Identidade e da Diversidade Cultural - MinC), André Lázaro (Secretário Executivo Adjunto - MEC), Patrick Tobim (Ministério do Patrimônio Canadense) e Walkyria Maria Mór (USP). |
De acordo com o secretário Sérgio Mamberti, a SID e a Secad precisam ampliar sua parceria. Com relação ao painel que atuou como moderador, ele disse que “conseguimos um quadro otimista, ao mesmo tempo crítico, mas altamente esclarecedor quanto às tarefas que teremos pela frente”. Além de André Lázaro, foram palestrantes Márcia Sant’Anna, diretora do Departamento de Patrimônio Imaterial do Iphan; Walkyria Maria Mór, do Departamento de Letras Modernas, da Universidade de São Paulo; Altair José Moreira, do Instituto Pólis; e Patrick Tobin, diretor de Planejamento Estratégico e Comunicações, do Ministério do Patrimônio Canadense.
Em sua fala, Altair José Moreira listou uma série de desafios a serem enfrentados. Para ele, é preciso implementar políticas públicas para assegurar a diversidade cultural. “Na localidade, é onde a vida se dá”, afirmou. Dentre os desafios citados por Altair estão a inexistência da democratização dos meios de comunicação, as dificuldades de diálogos e a falta de espaços públicos para que haja o convívio da diversidade cultural. Ele mencionou o salto que foi dado, em termos de políticas públicas, na gestão do ministro Gilberto Gil.
Gláucia Ribeiro Lira - (Comunicação/SID)
- Publicado por Glaucia Lira/ Livro e Leitura
- Categoria(s): Convenção da Diversidade, Identidade e Diversidade, Identidade e Diversidade Cultural, Notícias
- Tags: brasil-canadá, Convenção da Diversidade, unesco


