Documentário é um dos quatro vencedores da primeira edição do ‘Concurso Cultural Documenta Brasil’, parceria entre poder público e privado, produção independente e TV
Com roteiro e direção de Belisário Franca, o filme Estratégia Xavante narra a tática visionária do cacique Xavante Ahopowê, que, em 1973, propôs a sua tribo o envio de oito meninos para serem criados por famílias de brancos na cidade de Ribeirão Preto, em São Paulo. O objetivo era conhecer a ‘cultura do inimigo’ para melhor combatê-lo e, conseqüentemente, preservar a autonomia da tribo.
O documentário é um dos vencedores do Concurso Cultural Documenta Brasil, uma parceria inédita entre o Ministério da Cultura, por meio da Secretaria do Audiovisual, Associação Brasileira de Produtoras Independentes de Televisão (ABPI-TV), Petrobras e o Sistema Brasileiro de Televisão (SBT). Realizado pela Giros Produções, o filme vai ser veiculado pela primeira vez na TV aberta, no dia 12 de agosto, a partir da meia-noite, pelas emissoras do SBT.
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| Estratégia Xavante – Divulgação |
Após anos de conflitos entre brancos e índios, os Xavantes começaram a se dispersar, fugir de suas tribos ou se juntar a missões religiosas.
Com medo de que sua cultura fosse extinta, um risco real, na Década de 70, a nação Xavante resolveu agir e fechou as fronteiras das aldeias para que ninguém entrasse, nem governo, nem religiosos.
Mas os índios não contavam com a chegada inesperada de um grupo de jovens paulistas em busca de aventura no interior do Brasil.
Depois de ganharem a confiança da tribo, estes jovens serviram de ponte para um intercâmbio inovador. Sob a liderança de Ahopowê, o Conselho Tribal decidiu que oito meninos Xavantes deveriam morar com famílias de brancos na cidade de Ribeirão Preto, no interior de São Paulo.
O longa conta as inusitadas e diferentes trajetórias dos protagonistas Paulo Supretaprã, Roberto Wautomopá, José Paulo Serewarã, Suptó, André Luis Surupredo, Tsetetó, Paulo Cipassé e Jurandir Siridiwe, por meio de depoimentos tocantes de quem foi e de quem ficou na aldeia, sonhando com o reencontro. A narrativa é também embalada por emocionantes relatos das famílias brancas que adotaram as crianças índias como seus próprios filhos.
O filme tem duração de 70 minutos e pretende atingir um público bem amplo. “Esperamos atrair estudantes e interessados nas áreas de ciências sociais, antropologia, comunicação social, história e direito. E, por possuir também dramas pessoais e muita emoção, o filme promete também atrair os cinéfilos de modo geral”, diz o diretor Belisário Franca.
Documenta Brasil
O projeto resulta de um novo modelo adotado pelas políticas de fomento ao audiovisual, cujo objetivo central reside na aproximação da produção independente com a televisão brasileira. Ao inovar na articulação dos segmentos produtores e difusores no processo de realização e no estabelecimento de parceria entre agentes públicos e privados em torno da geração de conteúdos nacionais, o Documenta Brasil é uma experiência desde já vitoriosa no marco das políticas públicas para o audiovisual.
Nessa primeira edição, foram selecionados quatro projetos que receberam recursos de R$ 550 mil, cada um, para a produção dos documentários. O primeiro filme exibido foi Pindorama – A Verdadeira História dos Sete Anões, de Roberto Berliner, no dia 29 de julho. KFZ-1348, de Marcelo Pedroso e Gabriel Mascaro, foi apresentado no último dia 5. No domingo, 19 de agosto, será a vez de Rita Cadillac – a Lady do Povo, de Toni Venturi.
Informações: (11) 2577-5811, ramal 29.
(Fonte: Assessoria de Imprensa ABPITV/Documenta Brasil)

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