“Uma política cultural deve ser vista como parte de um projeto de formação de uma nação democrática e plural. Por isso, ao se implementar uma política pública voltada para o setor cultural, não há como deixar de escutar as pessoas e os órgãos disseminadores da cultura e envolvê-los na formulação das políticas públicas necessárias.
Desta forma, quando propusemos implementar uma política cultural voltada ao setor museológico, a atuação do Ministério da Cultura não foi diferente e abrimos as portas para um diálogo rico e estimulante. A primeira ação foi conclamar a participação da comunidade museológica e interessados para ouvir a experiência de cada um, estreitando as relações e propiciando uma maior interação entre governo e sociedade.
No primeiro contato que o Ministério da Cultura travou com entidades e profissionais envolvidos com o setor museológico para se discutir as bases para uma política nacional voltada para os museus brasileiros, as discussões foram extremamente proveitosas, animadoras e apontaram para os museus e sua função social. A contribuição de cada um foi a certeza da construção de um projeto criativo, multifacetado e consistente, na forma que o setor museológico requer, de maneira que os diferentes tipos de museus, em termos de tipologia, vinculação institucional e representatividade pudessem ser abarcados.
A Política Nacional de Museus, portanto, tem em suas bases o reflexo de uma multiplicidade de vozes, uma vez que construída a várias mãos. Esse processo que agora se inicia referencia exatamente a diversidade e a complexidade cultural do país. É essa diversidade que fortalece o setor museológico e busca nela a força criativa, necessária na estruturação da política cultural. Esses momentos demonstram que, sem dúvida, a esperança vem a cada dia vencendo o medo.”
Gilberto Gil Moreira, Ministro da Cultura
Participação do Leitor
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