O Estado de S. Paulo – SP, Da Redação, 25/10/2007
Estima-se que em junho de 2008, ano em que se comemora o centenário da imigração japonesa no Brasil, comece a funcionar em São Paulo o Museu de Arte Moderna Nipo-Brasileira Manabu Mabe. É o que diz Yugo Mabe, filho do artista morto em 1997. Em 2005, o Governo do Estado de São Paulo cedeu o prédio do antigo Colégio Campos Salles, na Rua São Joaquim 288, no bairro da Liberdade, para que o Instituto Manabu Mabe, presidido por Yugo e formado pelos outros filhos e pela viúva do artista, criasse um museu de arte nipo-brasileira no local. Desde então, foi concebido o projeto, junto com o arquiteto Vitor Mori, do Iphan (do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional), para a realização da instituição. O orçamento total é de R$ 10 milhões. O projeto, aprovado pela Lei Rouanet, tem captado até agora ‘R$ 1 milhão e pouco’, diz Yugo, em coletiva de imprensa no MAC-Ibirapuera.
Desde 2006, o prédio, construído em 1911 e que sofreu incêndio em 1992, vem já passando por processo de restauração liderado por Antonio Sarasá, do Estúdio Sarará. O museu terá reserva técnica, salas para exposições permanentes e para mostras temporárias. Faz parte do projeto, também, a construção de um prédio anexo.
Como conta Yugo, o acervo do museu, primeiramente, será formado por ampla seleção de obras de todas as fases de Manabu e ainda por uma centena de peças feitas por outros artistas nipo-brasileiros colecionadas por Mabe.
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