23 de novembro de 2007
IV Mostra Internacional do Cinema Negro
Homenagem especial a Abdias Nascimento
O ministro da Cultura, Gilberto Gil, participa na segunda-feira, dia 26 de novembro, às 20h, na Cinemateca Brasileira, em São Paulo, da solenidade de entrega das estatuetas aos artistas homenageados na IV Mostra Internacional do Cinema Negro. As exibições dos filmes começam na quarta-feira (dia 28) e terminam em 2 de dezembro.
Este evento faz parte do calendário oficial da Cinemateca, no mês da Consciência Negra, e visa à valorização da cultura dos afrodescendentes no Brasil. O homenageado especial deste ano é o ator, teatrólogo, escultor e ativista do Movimento Negro, Abdias do Nascimento. Durante a cerimônia de entrega dos troféus sua participação, em defesa da cultura da comunidade negra no Brasil, será destacada com a exibição do curta-metragem Abdias do Nascimento 90 Anos - Memória Viva. O filme será reprisado durante a programação da mostra.
Os demais contemplados com a estatueta Ofó de Xangô (réplica estilizada do machado de Xangô) serão os artistas Toni Tornado, Zezé Motta, Neusa Borges, Maria Alcina, o reitor de extensão da Universidade de Brasília (UnB), Thimothy Mulholland, o professor Gabriel Palofoquix, da Universidade Federal de Uberlândia (UFU), e a professora Cláudia Ribeiro, da Universidade Federal de Lavras (UFL/MG). Todos eles são pessoas que contribuíram, com seus trabalhos, na divulgação de uma imagem positiva do negro e de sua cultura.
Filmes da Mostra
O tema dos filmes deste ano são o Samba e o Futebol, elementos da Cultura brasileira apontados na pesquisa acadêmica do professor e antropólogo Celso Prudente, curador da mostra, como sendo de origem afro-ameríndia.
Os trabalhos selecionados foram: Orfeu Negro (de Marcel Camus); Abdias do Nascimento 90 Anos - Memória Viva (Elisa Narkin Nascimento); Garrincha Alegria do Povo (Joaquim Pedro de Andrade); Perigo Negro (Rogério Sganzerla); e Polêmica (André Luis Sampaio).
Cinema Negro
A mostra sobre o Cinema Negro na Cinemateca Brasileira foi criada há quatro anos, a partir de um seminário sobre o mesmo tema, realizado dentro do Núcleo de Estudos de Pesquisas Interdisciplinares do Negro Brasileiro, na Universidade de São Paulo (USP), que contou com a participação do ministro da Cultura, Gilberto Gil.
De acordo com o professor Celso Prudente, o marco inicial do Cinema Negro no Brasil foi o filme Barravento, de Glauber Rocha, dentro do movimento cinemanovista, que transformou a participação dos negros nos filmes nacionais: de coadjuvantes a protagonistas.
(Patrícia Saldanha)
(Comunicação Social/MinC)
- Publicado por Carol Lobo/Comunicação Social
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