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Memória Brasileira

Publicada Lei que dispõe sobre inscrições no 'Livro dos Heróis da Pátria'

Desconhecido por boa parte dos cidadãos brasileiros, o Livro dos Heróis da Pátria é um dos destaques no Panteão da Pátria, na Praça dos Três Poderes, em Brasília. Na última sexta-feira, 30 de novembro, foi publicada no Diário Oficial da União a Lei nº 11.597, que dispõe sobre a inscrição de homenageados. O registro será efetuado após 50 anos do falecimento do laureado, com exceção para os mortos em campo de batalha.

O Livro de Aço – como também é conhecido em função do material utilizado em sua confecção – destina-se ao registro perpétuo de personalidades históricas ou de grupos de brasileiros que tenham oferecido suas vidas para a defesa da Pátria, com excepcional dedicação e heroísmo. Todas as vezes que um novo nome é gravado, sempre acompanhado da respectiva biografia do homenageado, é realizada uma cerimônia in memoriam.

O tomo se encontra depositado no terceiro pavimento do Panteão, entre o Painel da Inconfidência, escultura de João Câmara em homenagem aos mártires do levante mineiro, e vitral de autoria da artista Marianne Peretti. A edificação – que tem projeto de Oscar Niemeyer – pode ser visitada de terça-feira a domingo, das 9h às 18h.

Homenageados

Atualmente, dez brasileiros já foram homenageados como heróis nacionais: Joaquim José da Silva Xavier, o Tiradentes, líder e mártir do movimento da Inconfidência Mineira, inscrito em 21 de abril de 1992; Zumbi dos Palmares, líder do Quilombo dos Palmares que, no Século XVII, lutou e deu a sua vida pelo ideal de liberdade dos escravos no Brasil, inscrito em 21 de março de 1997; Marechal Deodoro da Fonseca, responsável pela Proclamação da República, inscrito em 15 de novembro de 1997; D. Pedro I, que proclamou a Independência do Brasil, inscrito em 5 de setembro de 1999; Duque de Caxias, Patrono do Exército brasileiro, inscrito em 28 de janeiro de 2003; José Plácido de Castro, que lutou pela anexação do Acre ao território brasileiro, inscrito em 17 de novembro de 2004; Almirante Tamandaré, Patrono da Marinha brasileira, inscrito em 13 de dezembro de 2004; Almirante Barroso, que comandou a força naval brasileira na Batalha do Riachuelo, inscrito em 11 de junho de 2005; Alberto Santos Dumont o Pai da Aviação e Patrono da Aeronáutica e da Força Aérea Brasileira, inscrito em 26 de julho de 2006; e, José Bonifácio de Andrada e Silva, o Patriarca da Independência, inscrito em 21 de abril de 2007.

(Renato Paiva)
(Comunicação Social/MinC)

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5 comentários

  • herbert seabra

    16 de setembro de 2011

    Quero parabenizar pela escolhas dos herois da patria,tenho certeza que está faltando muitos herois, brasileiros, um em especial, o ex. governador da Bahia jjseabra,ministro, deputado por 30 anos,minidtro de 3 presidentes, foi o exemplo de homem publico,lente categratico, da 1 faculdade de recife,mais de 40 anos de serviço publico,morreu pobre, mais digno de um grande homem, e um grande Estadista.

  • Blog das Ruas - por Iuri Rubim » Dia da Consciência Negra é comemorado em 757 municípios

    20 de novembro de 2009

    [...] figura no Panteão da Pátria: é um dos onze nomes inscritos no Livro dos Heróis da Pátria. Foi o líder do Quilombo dos Palmares, o maior agrupamento de negros que conseguiam fugir de seus [...]

  • Hugo PONTES

    23 de setembro de 2009

    Excelente a notícia sobre a iniciativa de referendar o herói Sepé Tiaraju.

  • Máurio Souza

    23 de setembro de 2009

    Sugiro colocar no livro dos heróis da Pátria os nomes dos heróis Gaúchos das Revoluções Farroupilha; Revolução Federalista e Revolta Anti-Borgista, entre 1835 e 1930

  • Dedé Monteiro

    23 de setembro de 2009

    Queria que Frei Caneca
    Figurasse nesse espaço.
    Quem teve vida de ouro
    Merece livro de aço!