Essa é a previsão do diretor da Abinee da área de Telecomunicações, Paulo Castelo Branco. Segundo ele, não há como as operadoras, sejam elas, fixas ou móveis, não reverem seus planos de transmissão com o desembarque da 3G, e também por tabela, da TV Digital e do IPTV, que ainda possui questões legais para serem resolvidas, mas deverá ter uma posição definida ao longo do próximo ano.
“Acredito que esse movimento, obviamente ainda concentrado em áreas de maior poder aquisitivo, será o primeiro em infra-estrutura. As operadoras sabem que têm de rever a base, que é a parte de transmissão”, destacou.
Castelo Branco participou do evento de divulgação dos resultados do setor eletroeletrônico em 2007, realizado pela Abinee. Segundo ele, num primeiro momento, este será um dos maiores benefícios da chegada da 3G no Brasil. Mais até do que a parte relativa à produção de terminais e da aquisição de ERBs.
“A parte de infra-estrutura foi muito sacrificada nos últimos anos. Agora, com 3G, somada à TV Digital e ao IPTV, ela deve renovar o fôlego. Acredito, sim, que esse mercado terá um 2008 melhor, depois de um bom período de estagnação. Enfim, acho que haverá uma chance para esse setor”, completou o executivo.
O incremento da oferta da banda larga – seja via DSL, cabo, 3G e WiMAX, “não há como não se achar uma solução para o impasse”, afirma Castelo Branco, também trará resultados para a indústria. “Na verdade, banda larga e IP sustentaram, na medida do possível, a indústria de infra-estrutura”, completou o executivo.
Este ano, mesmo sem 3G e WiMAX, mas com um aumento dos acessos de banda larga – estudo da Telebrasl revalam que há sete milhões de usuários do acesso banda larga no país, número maior do que o de assinantes de TV Paga, 5,2 milhões, o setor cresceu 5%, ainda bastante impulsionada pela telefonia celular.
Para 2008, a previsão é de um crescimento de 8%, e Castelo Branco, aposta nos aportes da operadoras nas tecnologias FTTH (Fiber-to-the-Home) em substituição aos cabos de cobre ou cabos coaxiais (utilizados em televisão a cabo) para o atendimento das novas tecnologias, entre elas, TV digital, IPTV e 3G.
Operadoras como a Telefônica e a Telemar já desenvolvem projetos específicos em áreas especiais – Jardins, em São Paulo, e no bairro do Leblon, no Rio de Janeiro – com o FTTH. As teles móveis também desenvolvem seus modelos de negócios, uma vez que a migração para o mundo IP é uma tendência irreversível.
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