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Discurso do ministro Gilberto Gil por ocasião do lançamento da agenda do Ano Ibero-Americano de Museus

MADRI, 13 DE FEVEREIRO DE 2008

Museu Reina Sofia, Madri, 13/ 02/2008

Caro Sr Ministro da Cultura da Espanha, César Antonio Molina;
Caro Sr Secretário Geral da Organização dos Estados Ibero-americanos (OEI), Álvaro Marchesi;
Caro Sr Secretário Geral da Secretaria Ibero-Americana (SEGIB), Enrique Iglesias;
Senhoras e Senhores representantes dos museus da Ibero-América;

Essa tarde aqui em Madri tem um significado especial para todos nós da comunidade ibero-americana. Estamos lançando a programação do Ano Ibero americano de Museus em 2008, com o tema “Museus como agentes de mudança social e desenvolvimento”.

Foi um desafio a proposta que o Brasil apresentou ao conjunto dos paises ibero-americanos em 2006, na Cumbre de Ministros da Cultura em Montevideo, que de imediato teve o apoio da Espanha e dos demais países da região.

Esse movimento consolidou-se com a realização do I Encontro Ibero-Americano de Museus, em Salvador, Bahia, em junho de 2007, e com a assinatura dos 22 países da “Carta de Salvador”, um dos documentos mais importantes desde a Mesa Redonda de Santiago em 1972.

Também é necessário ressaltar que há pouco tempo, no final de janeiro, em Brasília, representantes do Brasil, da Colômbia e da Espanha, se reuniram para instalar o Programa Ibermuseus, que será a instância de fomento e de articulação de uma política museológica para a região com mecanismos multilaterais de cooperação e desenvolvimento de ações conjuntas. O programa tem como objetivo promover maior troca de experiências no campo museal, assim como mapear os museus da região e formar uma rede ibero-americana de museus, além de criar de um fundo de desenvolvimento para o setor. A iniciativa representa mais um êxito do esforço brasileiro para a integração multilateral no espaço ibero-americano, agora esperamos a adesão dos demais países da região.

Para o Brasil, também é um fator de orgulho poder compartilhar essas iniciativas, especialmente neste momento marcante das relações na Ibero-América. Para o Brasil, certamente foi um passo significativo, pois a idéia de um espaço Ibero-Americano ainda não é corrente para os brasileiros. Em parte, isso se deve ao modelo de aproximação entre nossos países – e, em geral, no mundo todo – ainda estar baseado principalmente nas relações econômicas, geopolíticas e diplomáticas tradicionais. Relações que hoje não dão mais conta das necessidades e dos desafios da humanidade neste início do século XXI, pois somente através de um diálogo intercultural mais intenso, podemos nos constituir e nos integrar em uma rede capaz de gerir e articular nossas semelhanças e diferenças. No Ministério da Cultura do Brasil, temos buscado trabalhar nesta direção, não só com essa ação no campo museal, mas com outras iniciativas e cooperações em diversos segmentos culturais, como o setor audiovisual e as artes visuais, por exemplo.

O apoio de diversos países da região à Política Nacional de Museus do Brasil tem buscado esse caminho de integração. Isso, para nós, reflete que estamos afinados com a Convenção da Diversidade Cultural da Unesco e a Carta Cultural Ibero-americana. Com isso, podemos contribuir para construir um inventário da diversidade cultural ibero-americana.

Em um marco histórico para os museus e para a museologia ibero-americana, no ano passado, durante a XVII Cúpula Ibero-americana, chefes de Estado de diversos países designaram 2008 como o Ano Ibero-Americano de Museus, como uma das estratégias para o desenvolvimento de políticas públicas culturais que contribuam para o exercício da cidadania e ao o sentido de pertencimento.

Hoje os museus da região já reúnem mais de 10 mil museus e um extraordinário conjunto de bens tangíveis e intangíveis, atendem mais de 100 milhões de visitantes por ano e geram mais de 100 mil empregos diretos. O universo dos museus ibero-americanos está em expansão e o seu diferencial reside no compromisso com a educação, na valorização da função social dos museus e no reconhecimento de que eles são tecnologias e ferramentas que precisam ser democratizadas e utilizadas a favor da dignidade humana e do desenvolvimento social.

O tema escolhido para o Ano Ibero-americano de Museus, “Museus como Agentes de Mudança Social e Desenvolvimento”, é um desafio à discussão e ao entendimento do importante papel dos museus na defesa e na promoção das identidades, da memória e do patrimônio cultural.

É com grata satisfação que apresentamos a Agenda do Ano Ibero-americano de Museus, que conta com cerca de 900 eventos, abrangendo uma diversidade de instituições e localidades da Ibero-américa. A parceria entre a Organização dos Estados Ibero-americanos – OEI, a Secretaria Geral Ibero-americana – Segib, o Ministério da Cultura do Brasil, e o esforço dos órgãos responsáveis pelo setor museológico de cada um dos 22 países no envio das programações para este Ano intenso constituem um importante espaço de fortalecimento da cultura ibero-americana, por meio do intercâmbio de experiências e reflexões, além do apoio à consolidação das estruturas públicas de gestão e administração cultural na região.

Convidamos a todos, portanto, para conhecerem os museus da Ibero-américa e a acompanharem suas programações durante todo 2008 – o Ano Ibero-americano de Museus.

——

Discurso em Espanhol

Estimado Sr Ministro de Cultura de España, César Antonio Molina.
Estimado Sr Secretario General de la Organización de los Estados Iberoamericanos (OEI), Álvaro Marchesi;
Estimado Sr Secretario General de la Secretaría Iberoamericana (SEGIB), Enrique Iglesias.
Señoras y Señores representantes de los museos de la Iberoamérica

Esa tarde aquí en Madrid tiene un significado especial para nosotros de la comunidad iberoamericana. Estamos celebrando el Año Iberoamericano de Museos en 2008 y presentando la programación con los eventos, con el tema “Museos como agentes de cambio social y desarrollo”.

Fue un desafío la propuesta que Brasil ha presentado al conjunto de los países Iberoamericanos en 2006, en la Cumbre de Ministros de Cultura, en Montevideo. Esa propuesta tuvo, de imediato, el apoyo de España y de los otros países de la región.

Ese movimiento se consolidó con la realización del 1er. Encuentro Iberoamericano de Museos en Salvador, Bahia, en junio de 2007, y con la subscripción de los 22 paises en la “Carta de Salvador”, un de los documentos más importantes desde la Mesa Redonda de Santiago, en 1972.

También es necesario señalar que no hace mucho, en los días 28 y 29 de enero, en Brasília, se reuniron representantes de Brasil, Colombia y España, en un encuentro donde se instaló el Programa Ibermuseos, que será la instancia de fomento y articulación de una política museológica para la región con mecanismos multilaterales de cooperación y desarrollo de acciones conjuntas. El programa tiene el objetivo de promover el cambio de experiencias en el campo museal, así como diagnosticar los museos de la región y crear una red iberoamericana de museos. Además, tiene el objetivo de crear un fondo de desarrollo para el sector. La iniciativa representa más un éxito del esfuerzo brasileño para la integración multilateral en el espacio iberoamericano. Ahora esperamos la adhesión de los otros países de la región.

Para Brasil también es un factor de orgullo poder compartir esas iniciativas, principalmente en este momento marcante de la relaciones en Iberoamérica. Para Brasil, fue un paso significativo, pues la ideia de un espacio iberoamericano todavía nos es corriente para los brasileños. Eso se justifica en función del modelo de aproximación entre nuestro países – y, en general, en todo el mundo – todavía estar basado principalmente en la relaciones económicas, geopolíticas y diplomáticas tradicionales. Relaciones que hoy no dan cuenta de las necessidades y de los desafíos de la humanidad en este inicio del siglo XXI, pues sólo por medio de un diálogo intercultural más intenso, podemos nos constituir y nos integrar en una red capaz de gerir y articular nuestras similitudes y diferencias. En el Ministerio de Cultura de Brasil, tenemos buscado trabajar en esta dirección, no sólo con esta acción el campo museal, pero también con otras iniciativas y acciones conjuntas en distintos segmentos culturales, como el sector audiovisual y las artes visuales, por ejemplo.

El apoyo de varios países de la región a la Política Nacional de Museos de Brasil ha buscado ese camino de la integración. Eso, para nosotros, refleja que estamos afinados con la Convención de la Diversidad Cultural de la Unesco y con la Carta Cultural Iberoamericana. Con eso podemos contribuir para construir un inventario de la diversidad cultural de la Iberoamérica.

En un marco histórico para los museos y para la museología iberoamericana, en el año pasado, durante la XVII Cumbre Iberoamericana, Jefes de Estado de distintos países designaron 2008 como el Año Iberoamericano de Museos, como una de las estrategias para el desarrollo de políticas públicas culturales, que contribuyeron para el ejercicio de la ciudadania y al sentido de pertencimiento.

Hoy los museos de la región ya reúnen más de 10 mil museos y un extraordinario conjunto de bienes tangibles y intagibles, atienden más de 100 millones de visitantes por año y generan más de 100 mil empleos directos. El universo de los museos iberoamericanos está en expansión y su diferencial reside en el compromiso con la educación, en la valoración de la fución social de los museos y en el reconocimiento de que ellos són tecnologías y herramientas que deben ser democratizadas y utilizadas para la dignidad humana y para el desarrollo social.

El tema elegido para el Año Iberoaamericano de Museos, “Museos como Agentes de Cambio Social y Desarrollo”, es un desafío al debate y al entendimiento del importante papel de los museos en la defensa y en la promoción de las identidades, de la memoria y del patrimonio cultural.

Es con satisfacción que presentamos la Agenda del Año Iberoamericano de Museos de 2008, que dispone de aproximadamente de 900 eventos, abrangendo una diversidad de instituciones y localidades de la Iberoamérica. El trabajo conjunto de la Organización de los Estados Iberoamericanos – OEI, de la Secretaría General Iberoamericana – Segib, del Ministerio de Cultura de Brasil, y el esfuerzo de los órganos responsables por el sector museológico de cada uno de los 22 países iberoamericanos en enviar la programación para este Año intenso constituyen un importante espacio de fortalecimiento de la cultura iberoamericana, por medio del intercambio de experiencias y reflexiones, además del apoyo a la consolidación de estructuras públicas de gestión y administración cultural en la región.

Invitamos a todos para conoceren los museos de la Iberoamérica y a acompañaren su programación durante todo 2008 – el Año Iberoamericano de Museos.

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