A receita é simples. Faça um acordo com um concorrente em comum, que comece devagar, mas com potencial para transformar o mercado.
O Yahoo revelou que está testando o AdSense, plataforma de links patrocinados do Google, em seu mecanismo de busca. A iniciativa é singela, presente em apenas 3% dos resultados no buscador, mas com objetivo claro: provocar a Microsoft.
A empresa de Bill Gates tenta se fundir ao Yahoo desde fevereiro, que acha pouco os US$ 31 por ação. A Microsoft, por sua vez, evita aumentar a proposta e indicou que está perdendo a paciência. Na prática, isso significaria o controle da empresa a partir dos seus acionistas, driblando a diretoria e causando meses de instabilidade adicionada às possíveis demissões e saídas voluntárias de funcionários.
A Microsoft se apressou em responder à aproximação do Yahoo com o Google, prevendo que a parceria colocará 90% do mercado de publicidade online nas mãos do Google – índice bem diferente do possível equilíbrio alcançado com a fusão MicroHoo.
Nessa disputa não há jogada impensada. É possível que o Yahoo esteja provocando o aumento da oferta pela Microsoft ou até a fuga da junção, se conseguir convencer o mercado de que se tornará mais saudável.
Mas não pára por ai. Horas depois, o Wall Street Journal publicou que o Yahoo está perto de uma fusão com a AOL, que se desvincularia da Time Warner para se juntar à empresa. Por outro lado, a News Corp. procura a Microsoft para aumentar a oferta pelo Yahoo e garantir seu pedaço do negócio.
Ao se complicar, a história pode estar chegando ao fim, com resultado imprevisível.
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