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terça-feira, 9 de fevereiro de 2010
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23 de maio de 2008

Programa turbinado amplia acesso à leitura

O Globo - RJ, Leonardo Lichote, 23/05/2008

Versão 2.0 do Biblivre permite pesquisar acervos e imprimir obras de bibliotecas

A idéia, simples e ambiciosa, era criar um programa gratuito que pudesse ser usado por todas as bibliotecas públicas do Brasil. Assim, foi lançado em 2006 o Biblivre, que agora ganha sua versão 2.0, com melhorias como a possibilidade de ler e imprimir obras que estão em domínio público e o recurso de fazer pesquisas em acervos de todo o mundo. O lançamento oficial do software será na Biblioteca Nacional, no dia 3 de junho. Mais que apenas um sistema para facilitar o trabalho de bibliotecários ou uma forma de tornar possível a informatização de bibliotecas de municípios pobres, o Biblivre é, na visão de Ubaldo Miranda, coordenador do projeto, uma forma de difundir cultura e promover a inclusão digital.

- A inclusão digital pela biblioteca local é muito mais eficiente que as tentativas de atingir diretamente o cidadão - acredita Miranda, que exemplifica usos práticos do programa. - Um professor do Estado do Rio percebeu que havia seis bibliotecas em escolas que eram vizinhas num raio de um quilômetro, cada uma com dois mil livros. A partir do Biblivre, ele unificou os acervos. Hoje, o usuário de qualquer uma delas tem acesso não a dois mil, mas a 12 mil livros.

Lançado com a expectativa, conta Miranda, de “alcançar apenas umas cem bibliotecas”, o Biblivre hoje é usado em 1.500 delas, em todos os estados. A versão 2.0, disponível no site www.biblivre.ufrj.br há menos de um mês, já teve mais de mil downloads.

O Biblivre é fruto de uma parceria entre o Programa Nacional de Cultura, o Ministério da Cultura, a Sociedade de Amigos da Biblioteca Nacional e a Coppe/ UFRJ. O sistema foi desenvolvido em código aberto, o que permite que melhorias - e adequações a demandas locais - sejam feitas pelos usuários.

Novidade da versão 2.0, o acesso a obras de domínio público dá visibilidade à produção feita longe das capitais.

- Autores do interior que quiserem liberar suas obras têm a oportunidade de fazer isso pelo sistema - explica Miranda, lembrando que o sistema também pode ser (e já é) usado por bibliotecas privadas.


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