O livro-CD Memória do Jongo – As Gravações Históricas de Stanley J. Stein – Vassouras, 1949, de autoria de Silvia Hunold Lara e Gustavo Pacheco, será lançado na noite deste sábado, 31 de maio, no Rio de Janeiro. O projeto foi realizado pela Fundação de Desenvolvimento da Universidade de Campinas (Unicamp), com patrocínio da Petrobras e apoio do Ministério da Cultura, por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura, a Lei Rouanet.
Segundo Sílvia Lara, a publicação busca contribuir para a preservação da memória brasileira, em especial das comunidades afrodescendentes do Vale do Paraíba; cooperar para a documentação e a valorização das expressões culturais dessas comunidades; e auxiliar as iniciativas de registro do Jongo da Região Sudeste como bem cultural de natureza imaterial do patrimônio brasileiro.
Memória do Jongo contém a transcrição integral das gravações feitas pelo historiador norte-americano Stanley J. Stein, em meados do século passado, na cidade de Vassouras, no interior do estado do Rio de Janeiro. O livro – que oferece uma contribuição valiosa para os interessados pelo tema -, além de disponibilizar um dos mais antigos registros das canções de jongos, também traz fotos e textos com comentários sobre as gravações.
A tiragem inicial é de dois mil exemplares, sendo 600 destinados às instituições de ensino e pesquisa, bibliotecas, ONG’s e centros culturais no Brasil e no exterior, 200 à Petrobras, 200 ao MinC e o restante para comercialização. O lançamento será realizado às 18h, na Livraria do Museu da República, no Palácio do Catete. Mais informações: (21) 3235-2650.
Jongo do Sudeste – Uma das mais importantes manifestações da cultura afro-brasileira trazida pelos escravos da região Congo-Angola, que floresceu e se desenvolveu no Sudeste do Brasil em meados do Século XIX. O Jongo do Sudeste envolve canto, dança e percussão de tambores e também é conhecido por tambu, tambor e caxambu, entre os praticantes. Reconhecido pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) como Patrimônio Cultural Imaterial, em 2005, foi inscrito no Livro de Registro das Formas de Expressão. Leia mais.
(Texto: Narla Aguiar, Comunicação Social/MinC)
(Fonte: Centro Nacional de Folclore e Cultura Popular/Iphan)
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