16 de junho de 2008
Cantor sepultado no Rio
A Tarde - BA, 16/06/2008, Marcelo Auler
Governador Sérgio Cabral, que decretou luto oficial de três dias no Estado, mandou uma das dezenas de coroas de flores
Literalmente nos braços do povo, o compositor e cantor José Bispo Clementino dos Santos, o Jamelão, principal intérprete dos sambas-enredo da Escola de Samba Estação Primeira da Mangueira, foi enterrado ontem ao som da bateria da escola, no cemitério São Francisco Xavier, no bairro do Caju, zona portuária do Rio.
O destaque na sua despedida foi a ausência de pessoas famosas.
Entre as mais de 500 presentes, de conhecidos estavam apenas o ator Milton Gonçalves, misturado com o chamado povão, e o também intérprete Neguinho da Beija-Flor. Jamelão morreu sábado de madrugada no Rio, de infecção generalizada.
O governador Sérgio Cabral, que decretou luto oficial de três dias no Estado, mandou uma das dezenas de coroas de flores.
Cabral não conseguiu passar pela quadra da escola de samba onde foi feito o velório desde a noite de sábado, porque viajou para a Alemanha antes de o corpo chegar à Mangueira. O presidente Lula enviou também uma coroa de flores. O ministro da Cultura em exercício, Juca Ferreira, além de coroa, enviou uma nota lembrando que Jamelão foi agraciado com a Ordem do Mérito Cultural por sua contribuição para a cultura do País. Mas do prefeito César Maia, responsável direto pela administração do carnaval na cidade, não houve qualquer manifestação, segundo a assessoria da escola.
Alguns políticos, como a ex-governadora Benedita da Silva e ex-deputados como Jandira Fegalhi, estiveram no velório. A maior concentração de artistas ocorreu na noite de sábado, quando passaram diante do caixão coberto com o estandarte da verde e rosa e a bandeira do Vasco, a cantora Rosemary, o sambista Zeca Pagodinho, a sambista Beth Carvalho, o cantor portelense Monarco, Emílio Santiago, Elimar Santos e a filha do ministro da Cultura, Preta Gil.
- Publicado por Marcelo Lucena/Comunicação Social
- Categoria(s): Na Mídia
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