A Motorola produzirá no País os modelos de rádios digitais XTS 1500 e XTS 2250 na versão básica e completa -nas três freqüências de bandas licenciadas no País para radiocomunicação (VHF, UHF e 800 MHz). Antes importados, esses equipamentos estão presentes em órgãos públicos de 17 estados brasileiros.
Segundo o vice-presidente da área de soluções para governo e empresano Brasil, Eduardo Stefano, a Motorola tem mais de 70% do mercado nacional de rádios digitais.
“A nossa estratégia não é ganhar mercado e sim aumentar a curva de adição de clientes com a redução do custo do produto. O market share (fatia de mercado) não é causa, é efeito”, disse.
Stefano informou que 70% dos clientes de rádios digitais são da área de segurança pública e 30% do setor de utilities, ou seja, de serviços básicos, como transporte, energia e óleo e gás.
Atualmente, além do Brasil, a Motorola só produz os rádios digitais na região de Penang, na Malásia. Para o vice-presidente da Motorola, parte da produção de rádios digitais no País poderá ser exportada para a América Latina, mas não em um primeiro momento.
“Nessa primeira fase vamos atender o mercado local. Depois podemos pensar em América Latina, assim como fizemos na área de telefonia celular e cuja estratégia foi bem sucedida”, afirmou.
De acordo com o executivo, o Brasil está crescendo mais que a média da região, que tem sido entre 15% e 20% por ano, e por fazer parte dos BRICs (Brasil, Rússia, Índia e China) é tratado de forma especial na Motorola. Sem dúvida, a estabilidade macroeconômica e política tem contribuído para isso, bem como a própria valorização do real, que reduz o custo de importação dos insumos”, disse.
Stefano informou que a Morotola estuda produzir novos itens no País, mas não revelou quais. “Temos sim uma série de tecnologias que podemos trazer para cá. A produção nacional é importante ferramenta de competitividade e o Brasil tem política industrial que incentiva isso”, afirmou.
Para ele, além da produção de rádios digitais, o crescimento brasileiro da Motorola neste ano será ancorado no portfólio de banda larga sem fio, como a rede Mesh (sistema de banda larga móvel multi-rádio) e demais tecnologias de inclusão digital.
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