Se estivesse vivo, Solano Trindade – um dos maiores poetas brasileiros – estaria completando 100 anos nesta quinta-feira, dia 24 de julho. Também pesquisador, teatrólogo e pintor, não foi só amor às artes: dedicou seu talento à luta do negro pela igualdade racial e social no país.
Solano Trindade foi, acima de tudo, um combatente do movimento de resistência negra e um aguerrido defensor da igualdade racial no país. Na sua luta contra o racismo, se notabilizou por seus poemas afro-brasileiros e por isso gostava de ser chamado de ‘o poeta negro’.
Esse ilustre representante da raça negra começou sua militância política em 1930, quando compôs seus primeiros poemas afro-brasileiros e, já integrado nesse ideal, participou do I e II Congresso Afro-Brasileiro, realizados em 1934, nas cidades de Recife e Salvador, respectivamente.
Devido à sua contribuição para o país, foi homenageado in memoriam com a Ordem do Mérito Cultural, instituída pelo Governo Federal com o objetivo de tornar público o empenho de cidadãos e cidadãs que, de maneira significativa, destacaram-se por sua atuação na Cultura brasileira.
Solano Trindade (1908-1974) – Nascido em Recife, filho de um sapateiro e de uma quituteira, mudou-se para o Rio de Janeiro e depois para São Paulo, onde passou a maior parte de sua vida no convívio de artistas e intelectuais. Cultivou interesse pela cultura popular, teatro, dança e artes plásticas, com uma intensa produção artística. Trabalhou pelo reconhecimento e valorização da contribuição da herança africana para a nossa identidade cultural. Fundou o Centro de Cultura Afro-brasileiro, o Teatro Folclórico e o Teatro Popular Brasileiro, que deu ênfase ao gênero musical com ricas e coloridas coreografias. Publicou Poemas de Uma Vida Simples (1944) e Cantares do Meu Povo (1963).
Leia, também, matéria divulgada no site da Fundação Cultural Palmares: Centenário Solano Trindade.
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