Em 2009, as mudanças previstas pelo Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa – firmado no Brasil em 1990 e aprovado pelo Congresso Nacional em 1995 – entram em vigor em todo o país. Essas modificações têm como objetivo padronizar alguns pontos discordantes, como o emprego do hífen, algumas regras de acentuação e a queda de consoantes mudas. A transição da norma ortográfica atual para a nova será feita durante os três anos seguintes à vigência dos termos do acordo.
O Ministério da Educação, juntamente com os Ministérios da Cultura e das Relações Exteriores, irão fixar orientações para que a sociedade se adapte a essas alterações. Para isso, está aberta uma consulta pública para que os interessados encaminhem dúvidas ou sugestões que poderão ser incorporadas ao decreto que irá regulamentar este processo de transição.
O envio de sugestões pode ser realizado até o dia 1º de setembro, pelo endereço eletrônico acordoortografico@mec.gov.br.
Grafia Padronizada
O Acordo Ortográfico – assinado em Lisboa, em 16 de dezembro de 1990 – é considerado um marco de unificação entre os países de língua portuguesa – Angola, Moçambique, Cabo Verde, Guiné-Bissau, São Tomé e Príncipe, Timor-Leste, Brasil e Portugal. Foi assinado, inicialmente, pelos sete países que tinham o português como idioma oficial – o Timor-Leste ainda não era nação independente.
Em razão das diferenças entre as grafias desses países é grande a dificuldade na difusão da língua. Dessa forma, a intenção do acordo é facilitar o processo de intercâmbio cultural e científico entre as nações e ampliar a divulgação do idioma e da literatura em língua portuguesa.
(Texto: Tatyana Vendramini, Comunicação Social/MinC)
(Fonte: Ministério da Educação)
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