O Brasil perdeu hoje um grande mestre, mas pessoas como Caymmi não morrem, seguem encantadas na vida e no imaginário do povo brasileiro. Sua obra permanece por estar viva em cada um de nós. Caymmi traçou um mapa afetivo, imaginário, sensual e lúdico de um Brasil “que nunca precisa dormir pra sonhar, porque não há sonho mais lindo do que sua terra não há”. Uma terra que conta a história de um povo. Um povo que confirma nossa mestiça nação.
Tudo isso em canções extremamente simples, mas altamente sofisticadas por revelarem as sutilezas e as raízes de uma nação oculta, sublime, complexa – matriz da nossa utopia. Tantos são os gênios que aqui tivemos, mas Caymmi é gênio do Brasil, irresistivelmente brasileiro, porque sua genialidade é a expressão do nosso povo.
Juca Ferreira
Ministro da Cultura interino
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