Quatro empresas brasileiras, dentre elas uma pernambucana, marcam presença na ‘Games Convention’ – maior feira do gênero
A Games Convention começa amanhã na Alemanha e pernambuco vai marcar presença em grande estilo, com o portfólio da Musigames. Também fazem parte da delegação brasileira as Overplay e Tectoy Digital (ambas de Campinas/São Paulo) e TechFront (Curitiba). A maior feira de games do mundo acontece este ano na cidade de Leipizig e é considerada território mais que fértil para a prospecção de bons negócios no setor, um dos que mais crescem na área de tecnologia digital.
A missão comercial foi organizada pelo Programa setorial integrado para exportação do software brasileiro (PSI-SW), maior projeto de exportação de soft do país. Ele é gerenciado pela Softex com o apoio técnico e financeiro da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil) e Associação Brasileira das Desenvolvedoras de Jogos Eletrônicos (Abragames). Esta é a terceira vez que o Brasil marca presença no evento, que segue até domingo.
As quatro empresas desembarcam com uma estrutura prontinha esperando por elas. Num estande coletivo vão mostrar suas expertises durante o evento. Isso sem falar que uma série de encontros já está previamente agendada com empresas alemãs.”Essa presença contínua das companhias nacionais na Games Convention nos permitiu construir não apenas uma importante rede de contatos, mas uma imagem de seriedade, de credibilidade e de profissionalismo”, avisa Gláucia Chiliatto, gerente do PSI-SW na Softex.
Para o sócio da pernambucana Musigames, Giordano Cabral – que pilota o negócio ao lado de Américo Amorim – a oportunidade sempre deve ser considerada única. “Nosso maior objetivo na feira é estabelecer contatos necessários para comercialização dos jogos, porque não basta produzir. É necessário termos toda uma cadeia de distribuição, promoção, venda, direitos autorais“, cita o empresário. Giordano lembra que o evento reúne a nata do setor, de desenvolvedores a serviços pontuais, como os fabricantes de consoles. A Musigames foi criada no ano passado e pode ser considerada um “braço” da D’Accord, uma empresa especializada em softwares musicais. Américo, por sua vez, diz que o grande destaque da sua “bagagem” é o DJ nights, o primeiro demo da empresa. “É um game em que o jogador é o DJ, tendo que mixar em boates ao redor do mundo. Será lançado para PC, Nintendo Wii e Xbox 360 em 2009″, explica.
Saiba mais
Para abocanhar o mercado internacional, as empresas brasileiras cada vez mais têm adotado dois caminhos: o desenvolvimento de jogos casuais (de menor complexidade técnica) e o outsourcing, atuando em projetos para os consoles de última geração.
Dados da pesquisa da Abragames revelam que 43% da produção nacional de software para jogos é destinada à exportação. As 42 empresas produtoras de software para jogos eletrônicos empregam atualmente 560 profissionais altamente qualificados.
No ano passado, as 12 empresas integrantes da vertical da games do PSI-SW exportaram cerca de R$ 1,6 milhão, valor que deverá superar os R$ 5,3 milhões em 2008. Exportar neste segmento é tarefa bem desafiadora, pois estúdios de outros países, principalmente do Leste Europeu e da Ásia, apresentam custos muito competitivos e estão nesse mercado há mais tempo.
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