A explicação está sendo dada pelo Google, em formato de história em quadrinhos ao longo de 38 páginas. O novo browser do Google ainda não foi oficialmente disponibilizado para download, mas a briga entre Google e Microsoft promete esquentar.
Entenda a briga Google x Microsoft depois do jump.
Google x Microsoft (e o resto do mundo)
O Chrome é mais um direto ataque do Google à Microsoft, contestando o modelo da concorrente que se baseia em sistema operacional, browser e pacote Office guardados no seu computador. O Google vem oferecendo, cada vez mais, soluções independentes de plataforma ou armazenamento local como o GMail e o Google Docs . Com uma oferta de ferramentas que estão disponíveis na ‘nuvem’ da internet, permite que usuários usem o mesmo conjunto de ferramentas e documentos, independente da máquina em que estão.
Atualmente não é possível se comparar, em termos de funcionalidades, os programas que são baseados em Web com aqueles que instalamos nas nossas máquinas que, geralmente, são muito mais completos já que lançam mão de uma série de atributos muitas vezes inerentes ao próprio sistema operacional em que estão instalados. Ao mesmo tempo, a grande maioria dos usuários usa uma parcela muito pequena destas funcionalidades e realmente não precisaria dispor de tudo que estes programas oferecem.
Com base neste fato, e na idéia de que as pessoas preferem dispor o tempo todo de suas ferramentas e documentos, independentes da máquina em que estão ao invés de ter um programa com mais funcionalidades preso à uma determinada máquina, que se dá resumidamente a estratégia do Google e sua briga com a Microsoft (e os demais sistemas operacionais com pacotes de programas, incluindo aí o Mac OS).
A briga dos browsers
Dentro dessa briga um terreno importante a ser conquistado é justamente o espaço do browser na máquina dos usuários. O browser é um componente fundamental para o bom funcionamento dos programas baseados em Web, que são a essência da estratégia do Google.
E o browser mais popular do mundo é justamente o Internet Explorer, da Microsoft. E para o Google, depender de um browser da sua grande concorrente é um problema para sua estratégia.
Não creio que o Google esteja preocupado neste momento em ganhar o mercado de browsers e deixar para trás o Internet Explorer. Acho que a idéia do Chrome é realmente oferecer uma melhor experiência para as centenas de milhões de usuários que já usam produtos Google baseados em Web pelo mundo afora e com isso dar mais um passo importante dentro da sua estratégia de computação descentralizada e móvel que, realmente, me parece ser para onde todo o mundo já está caminhando.

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