Estão disponíveis na página do Plano Nacional de Cultura (PNC) as sugestões para o projeto apresentadas durante o Seminário de Sergipe, realizado de 24 a 26 de agosto em Aracaju. Participaram dos grupos de trabalho (GTs) cerca de 100 pessoas, entre gestores públicos e privados, membros de movimentos sociais e grupos de cultura popular, artistas, produtores e pesquisadores, entre outros interessados.
As discussões na capital sergipana ocorreram com base no caderno de diretrizes para o plano e no relatório de revisão da publicação, aprovado pelo Conselho Nacional de Política Cultural (CNPC) no fim de junho. O conselho é formado por 52 integrantes e reúne representantes do poder público federal, estadual e municipal, dos segmentos artísticos e culturais, de entidades do campo da cultura e de diversas áreas da sociedade civil.
Resultados
Os Seminários Estaduais, iniciados em junho em Minas Gerais, constituem a etapa final da discussão pública do projeto do Plano Nacional de Cultura. Neles, os participantes se dividem em cinco GTs, correspondentes às estratégias (”eixos”) que formam o caderno de diretrizes do plano.
Seguem abaixo os links para os relatórios dos grupos que se reuniram em Aracaju:
- Fortalecer a Ação do Estado no Planejamento e Execução das Políticas Públicas Culturais
- Incentivar, Proteger e Valorizar a Diversidade Artística e Cultural Brasileira
- Universalizar o Acesso à Fruição e à Produção Cultural
- Ampliar a Participação da Cultura no Desenvolvimento Socioeconômico Sustentável
- Consolidar os Sistemas de Participação Social na Gestão das Políticas Culturais
Também é possível consultar os relatório dos seminários organizados em Minas, Ceará, Maranhão, Piauí e Paraná, Rio Grande do Norte e Bahia.
Etapas futuras
A partir do final deste ano, as contribuições recolhidas nos seminários e por meio do site do PNC serão sistematizadas e darão origem ao texto que subsidiará a votação do projeto de lei do Plano no Congresso Nacional. Serão usados os seguintes critérios de sistematização:
- Correspondência com os diagnósticos, valores e estratégias do caderno de diretrizes: o acúmulo já existente de estudos e discussões para o delineamento das políticas de cultura deverá ser considerado.
- Abrangência temática, territorial e populacional: as políticas do Estado brasileiro deverão se pautar pela amplitude e equilíbrio no atendimento às demandas dos setores culturais e grupos identitários, bem como na busca de diminuição das desigualdades socioeconômicas regionais.
- Visão de longo prazo: as diretrizes do Plano Nacional de Cultura deverão orientar a execução das políticas públicas ao longo de dez anos, que compreenderão a realização de subprogramas de menor duração.
- Perspectiva de integração de ações do Estado, iniciativa privada e sociedade civil: o plano deverá estimular dinâmicas colaborativas de implementação, tanto no que se refere aos diferentes poderes e esferas da administração pública, quanto no que diz respeito à relação entre Estado, iniciativa privada e sociedade civil.
Os Seminários do Plano Nacional de Cultura são organizados pelo MinC e Câmara dos Deputados, com apoio da Fundação Nacional de Artes (Funarte) e das secretarias e órgãos de cultura estaduais.
Participação do Leitor
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