
O ministro da Cultura, Juca Ferreira, recebeu o governador de Alagoas, Teotônio Vilela Filho
O ministro da Cultura, Juca Ferreira, recebeu o governador de Alagoas, Teotônio Vilela Filho, na manhã desta quarta-feira, 3 de setembro, em seu gabinete no Ministério da Cultura, em Brasília. Durante a audiência, foram discutidas a ampliação das ações socioculturais realizadas no Teatro Deodoro, em Maceió, e a restauração da Biblioteca Pública Estadual de Alagoas.
O ministro Juca Ferreira lembrou que, no acervo da biblioteca, não poderão faltar obras de Graciliano Ramos, um dos mais importantes nomes da literatura do país. Também ressaltou que a restauração do prédio, a modernização do espaço e a informatização do conteúdo facilitarão o acesso não só para a população alagoana, mas para interessados de outros estados.
“Se você citar cinco grandes escritores brasileiros, Graciliano está entre eles. Com o apoio da Brasiliana/USP, vamos modernizar a biblioteca para disponibilizará o seu acervo e as obras de Graciliano Ramos para o Nordeste e o Brasil. Outra coisa, com esse apoio poderão ser feitas publicações populares do escritor”, destacou Juca Ferreira.
Na opinião do governador Teotônio Vilela, o escritor alagoano Graciliano Ramos “foi maltratado pelo estado” e não teve sua obra devidamente valorizada. E, a partir dessas ações conjuntas com o Ministério da Cultura, poderá ser feita uma homenagem à altura do célebre autor de Vidas Secas e Memórias do Cárcere.
A secretária-substituta de Fomento e Incentivo à Cultura do MinC, Teresa Cristina Rocha, o secretário de Cultura de Alagoas, Oswaldo Viégas, e o diretor do Teatro Deodoro, Juarez Gomes, acompanharam a audiência.
Biblioteca Pública Estadual de Alagoas - Localizada à Praça D. Pedro II, em Maceió, a biblioteca do estado está instalada em uma construção datada de 1849, com fachada neoclássica, em três pavimentos, tombada pelo Patrimônio Histórico Estadual. Possui um rico acervo, composto por mais de 60 mil livros, incluindo obras raras com dedicatórias dos autores, jornais, revistas, mapas, diários oficiais, leis provinciais, além de material audiovisual.
Teatro Deodoro – Em 1898, foram iniciadas as obras do que deveria vir a ser o “Teatro 16 de Setembro”, mas que por motivos ignorados teve sua construção interrompida e posteriormente demolida. Na área, que chegou a ser ocupada pela estátua eqüestre do Proclamador da República, foi colocada, em junho de 1905, a pedra fundamental do atual Teatro Deodoro. Saiba mais.
Fotos do Encontro
(Texto: Marcelo Lucena)
(Fotos: André Simas)
(Comunicação Social/MinC)


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