O texto abaixo apresenta avaliações e sugestões de adequação das diretrizes. As propostas de alteração do texto do caderno do Plano e da revisão do Conselho Nacional de Política Cultural estão marcadas em negrito e itálico, no trecho correspondente citado entre aspas.
1| ORGANIZAÇÃO DE INSTÂNCIAS CONSULTIVAS E DE PARTICIPAÇÃO DIRETA
1.2 “Realizar uma Conferência Nacional de Cultura pelo menos a cada quatro anos. Estimular a realização de conferências estaduais e municipais, a cada dois anos, como base de articulação indispensável aos encontros nacionais.”
1.5 “Assegurar apoio técnico federal e estimular a instalação de secretarias municipais e estaduais de cultura em todo o território do País, desvinculadas de outras atividades. Estabelecer canais de comunicação desses órgãos com os cidadãos. A esfera federal deverá dar apoio às secretarias estaduais e estas deverão oferecer suporte às secretarias municipais.”
1.8 “Estabelecer condições institucionais favoráveis à participação de representantes das comunidades quilombolas nas instâncias de formulação, implementação, acompanhamento, avaliação e revisão das políticas de proteção e promoção de suas culturas.”
1.10 “Aprimorar os instrumentos legais de forma a facilitar a transparência e o controle social dos processos de seleção e de prestação de contas de projetos incentivados com recursos captados via mecenato, simplificando o mecanismo de prestação de contas. Criar uma legislação específica para a sociedade civil, diferente daquela elaborada para as esferas governamentais, capacitando-a.”
1.12 “Firmar parcerias com os governos estaduais e municipais e iniciativa privada, instaurando mecanismos de gestão participativa, governo eletrônico e regionalização das políticas públicas em todo o território nacional, com o objetivo de reforçar seu alcance e eficácia.”
1.13 “Manter em funcionamento câmaras e fóruns setoriais federais que sirvam como estímulo à criação, continuidade e ampliação de fóruns locais, espaço de reflexão e de apresentação de propostas para o fortalecimento da economia e da cidadania cultural. Divulgar para a sociedade e deixar claro sua função e ações, criando possibilidades de relação mais concreta entre os fóruns e a sociedade civil.”
1.15 “Construir um sistema de gestão compartilhada e em rede para as políticas de cultura intersetoriais, inclusive federais, relacionadas à educação, à ciência e tecnologia, ao turismo, ao meio ambiente, à previdência e às demais áreas, de modo a ampliar a participação social no monitoramento, avaliação e revisão de programas, projetos e ações.”
1.17 “Instituir um fórum de discussão pública sobre os marcos legais a serem adotados para a gestão e o financiamento das políticas de valorização e apoio às manifestações populares, afro-brasileiras, quilombolas, indígenas, sertanejas e de imigração.” (excluídos os adjetivos “européia” e “oriental”)
1.19 “O Ministério da Cultura, aliado à sociedade civil envolvida com questões ligadas ao setor, deve estimular a criação e efetivação de leis estaduais e municipais de cultura, divulgando os seus resultados. Deve estabelecer ainda uma certificação criteriosa que reconheça a efetiva criação e funcionamento dessas leis com monitoramento e comprovação anual das ações.”
2| DIÁLOGO COM AS INICIATIVAS DO SETOR PRIVADO E DA SOCIEDADE CIVIL
2.7 “Articular os órgãos federais, estaduais e municipais e representantes da sociedade civil e do empresariado na elaboração e implementação da política intersetorial de cultura, turismo, educação e demais pastas do governo, estabelecendo modelos de financiamento e gestão compartilhada e em rede.”
2.8 “Promover a articulação entre governo e entidades da sociedade civil para a implementação, acompanhamento e avaliação de ações de valorização, financiamento e gestão das manifestações populares, culturas indígenas, afro-brasileira, quilombolas, sertanejas e de imigração.”
nova diretriz:
2.10 – Melhorar o nível de informações sobre a Lei de Incentivo à Cultura junto ao empresariado, criando e veiculando campanhas publicitárias de sensibilização para o apoio aos projetos culturais, sejam eles de grande porte ou não, possibilitando-lhe segurança para participar como incentivador.
Participação do Leitor
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