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quinta-feira, 24 de maio de 2012 RSS Ouvidoria Fale com o Ministério
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Pernambuco_GT Consolidar os Sistemas de Participação Social na Gestão das Políticas Culturais

Propostas de grupo de trabalho em seminário do PNC em Recife

Participaram do grupo de trabalho 57 pessoas no período da manhã e 44 à tarde. O texto abaixo apresenta avaliações e sugestões de adequação das diretrizes. As propostas de alteração do texto do caderno do Plano e da revisão do Conselho Nacional de Política Cultural estão marcadas em negrito e itálico, no trecho correspondente citado entre aspas.

Observações e sugestões gerais

O grupo questionou o conceito de governo eletrônico. A avaliação foi que parece confundir com a gestão eletrônica do governo.

Organização de Instâncias Consultivas e de Participação Direta

1.1 “Consolidar os sistemas nacionais de implementação, acompanhamento, monitoramento e avaliação das políticas públicas de cultura, de modo a integrar as ações dos órgãos competentes dos três níveis de governo e a participação social, através dos seus conselhos eleitos de forma direta e de outras instâncias da sociedade civil.”

1.2 “Garantir a cada quatro anos a realização da conferência nacional de cultura e a cada dois anos as conferências municipais e estaduais como base de articulação indispensável aos encontros nacionais, respeitando as formas de participação da sociedade civil nos estados e municípios.”

1.3 “Fortalecer a atuação do Conselho Nacional de Política Cultural como esfera de debate, proposição, deliberação, avaliação e controle social das políticas públicas de cultura.”

1.4 “Promover e fortalecer espaços permanentes e fóruns de debate sobre a cultura abertos à população nas casas legislativas da Câmara Federal, Assembléias Estaduais e Distritais e Câmaras de Vereadores. Estimular a formação de frentes parlamentares dedicadas à cultura e sua relação direta com a sociedade.”

1.6 “Estabelecer programas de cooperação técnica, articulados com a sociedade civil, para a elaboração de planos, conferências,fóruns, câmaras setoriais e conselhos de cultura nos estados e municípios, de modo a fortalecer a formulação e o acompanhamento participativos das políticas culturais.”

1.7 “Estimular que os conselhos municipais, estaduais e federal de cultura promovam a participação de jovens, idosos e representantes dos direitos da infância, de grupos étnicos e identitários, consideradas as possibilidades de expressões da diversidade dos grupos sociais, povos e culturas tradicionais, de gênero, orientação sexual e de pessoas com deficiências, bem como a articulação com os conselhos setoriais representativos desses segmentos.

Fundir as diretrizes 1.8 e 1.9 na seguinte redação: “Estabelecer mecanismos de participação e condições institucionais favoráveis, além de reconhecer as alternativas propostas pelos povos tradicionais, indígenas, quilombolas e de matriz africana nas instancias de formulação, implementação, acompanhamento, avaliação e revisão de políticas de proteção e promoção de suas culturas.”

1.10 “Aprimorar os instrumentos legais de forma a facilitar a transparência, monitoramento com indicadores e o controle social dos processos de seleção e de prestação de contas de projetos incentivados com recursos captados via mecenato.”

1.11 (suprimida a proposta com nova redação) Garantir o acesso da sociedade civil, através de suas organizações sociais, movimentos e outras formas de organização, aos recursos dos orçamentos públicos da união, estados e municípios e criar outras formas de financiamento às iniciativas da sociedade civil, a exemplo de premiações.

Sugestão de nova diretriz: Rever o marco legal/jurídico que regula os processos de conveniamentos entre os ministérios e as organizações da sociedade civil.

1.12 Firmar parcerias e instaurar mecanismos de gestão participativa, governo eletrônico, fortalecimento das redes sociais, e regionalização das políticas públicas em todo o território nacional, com o objetivo de reforçar seu alcance e eficácia, respeitando os mecanismos existentes.

1.13 Manter em funcionamento câmaras e fóruns setoriais federais, e incentivar a criação dessas instâncias nos estados e municípios que sirvam como espaço de reflexão e de apresentação de propostas para o fortalecimento da economia e da cidadania cultural.

1.14 Garantir condições para que o Conselho Superior de Cinema cumpra sua função institucional de definição de políticas públicas, garantindo na sua composição o recorte étnico, das comunidades tradicionais, de orientação sexual e de gênero , visando promover a sustentabilidade e a autonomia do setor audiovisual brasileiro.

1.15 Construir um sistema de gestão compartilhada e intersetorial em rede para as políticas de cultura relacionadas à educação, à ciência e tecnologia, ao turismo, ao meio ambiente, a previdência e às demais áreas, de modo a ampliar a participação social no monitoramento,avaliação e revisão de programas, projetos e ações.

Diálogo com as Iniciativas do Setor Privado e da Sociedade Civil

2.2 Estabelecer uma gestão da política setorial que garanta o controle social por meio de indicadores nacionais de acesso, desenvolvimento econômico, preservação e promoção da memória e da diversidade cultural.

2.3 Discutir o aprimoramento da legislação autoral com representantes dos principais agentes envolvidos com o tema, por meio de fóruns e debates abertos ao público.

2.4 “Estimular a criação e o aperfeiçoamento técnico das associações gestoras de direitos autorais. E adotar medidas que tornem suas gestões mais democráticas e transparentes. Garantir que o modelo de gestão da política cultural fortaleça o segmento da literatura como estruturadora do PNC articulado ao Plano Nacional do Livro e da leitura.

2.6 “Garantir a elaboração e implementação de um programa de educação patrimonial capacitando educadores e agentes multiplicadores para a utilização de instrumentos voltados à formação de uma consciência histórica crítica que incentive a valorização e a preservação do patrimônio, ouvindo as organizações da sociedade civil que atuam no setor.

2.9 “Instituir um fórum de discussão e definição de marcos legais adequados à gestão e ao financiamento das políticas públicas de valorização e apoio às manifestações culturais populares. Garantir a cada dois anos, plenárias para discutir o Plano Nacional de Cultura.”

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