sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012 RSS Ouvidoria Fale com o Ministério
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Festa da Brasilidade

Em sua 14ª edição, a Ordem do Mérito Cultural também homenageará a Diversidade Cultural do país

A festa em homenagem à Cultura brasileira será realizada no final da tarde de 7 de outubro, no Theatro Municipal do Rio de Janeiro. Serão condecorados com a Ordem do Mérito Cultural 38 personalidades e 11 grupos artísticos, iniciativas e instituições.

A OMC 2008 – que nesta edição tem como tema central o Centenário da Morte de Machado de Assis – também homenageará a Diversidade Cultural brasileira, com a entrega de insígnias a representantes de instituições e a artistas que se destacaram na sua valorização, promoção e divulgação.

A idéia de diversidade está ligada aos conceitos de pluralidade, mutiplicidade, diferentes ângulos de visão ou de abordagem, heterogeneidade e variedade. Muitas vezes, também pode ser encontrada na comunhão de contrários, na intersecção de diferenças ou, ainda, na tolerância mútua.

A preservação dos conceitos da diversidade cultural evita o desaparecimento de conhecimentos tradicionais, alguns passados de pai para filho, de geração em geração. Por isso, serão condecoradas três instituições representativas desses valores e cinco personalidades que contribuem com seu trabalho para a proteção das expressões culturais:

Associação Ashaninka do Rio Amônia (Apiwtxa) – Desenvolve na Bacia Amazônica um trabalho de sustentabilidade com foco na conscientização da preservação dos recursos naturais de forma não-agressiva no manejo das artes, ofícios e artesanato. As idéias, experiências e saberes da etnia Ashaninka são repassadas para outros povos indígenas e famílias não-indígenas, com o objetivo de sensibilizar a população vizinha a diminuir o impacto socioambiental e promover o desenvolvimento sustentável da região.

Associação Brasileira de Gays, Lésbicas, Bissexuais, Travestis e Transexuais (ABGLT) – Fundada em 1995 por 31 grupos LGBT, atualmente conta com mais de 200 organizações afiliadas. Sua missão principal é promover a cidadania e defender os direitos de gays, lésbicas, bissexuais, travestis e transexuais, contribuindo para a construção de uma democracia sem quaisquer formas de discriminação, afirmando a livre orientação sexual e identidades de gênero.

Coletivo Nacional de Cultura do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) – A bandeira, o hino, as artes e a cultura camponesa representaram o pilar formador da cultura do Movimento Sem Terra, atrelada às culturas tradicionais das comunidades rurais brasileiras, como também a uma cultura de resistência, construída na luta contra o latifúndio. O conceito foi democratizado e, atualmente, toda a diversidade desta cultura faz parte dos 18 Centros de Formação como Pontos de Cultura, que divulgam a produção cultural da reforma agrária brasileira.

Ailton Alves LacerdaAilton Krenak dedica-se à luta pelos direitos da população indígena. Na última década, formou a Rede Povos da Floresta, tornou-se vice-presidente da Fundação France Libertés no Brasil, articulador da sétima Reserva da Biosfera do Brasil na Serra do Espinhaço, articulador para a criação da Área de Proteção Ambiental na Pedreira, na Serra do Cipó, e assessor para Assuntos Indígenas do Governo do Estado de Minas Gerais.

Antônio Ribeiro da Conceição – O samba rural e o repente nordestino baiano têm, na figura de Bule Bule, um representante ativo nas últimas décadas. Esse escritor de cordéis, músico, compositor e cantador é considerado um legítimo defensor de gêneros musicais nordestinos, como das chulas do sertão, cocos, martelos, agalopados, xote, marche de pé-de-serra e repentes.

Claudia Andujar – Um dos grandes nomes da fotografia mundial, Claudia Andujar utiliza, desde a década de 70, a fotografia como instrumento de luta pela preservação dos povos indígenas do Brasil. O envolvimento pela causa indígena a levou a ser uma das fundadoras da Comissão Pró-Yanomami (CCPY), em 1978, originalmente denominada Comissão pela Criação do Parque Yanomami.

Nelson Gonçalves Campos Filho – Dançarino, coreógrafo e educador social, Nelson Triunfo é reconhecido como o pai do Hip Hop no Brasil. Também é um dos pioneiros dos trabalhos sociais com jovens periféricos, em parcerias com os governos Federal, estaduais e municipais, ONGs e comunidades. Atualmente desenvolve oficinas culturais de Hip Hop nas escolas e centros culturais, dentre os quais na cidade de Diadema.

Vicente Juarimbu Salles – O Profº Vicente Juarimbu Salles é um escritor e pesquisador brasileiro. Antropólogo, historiador e folclorista, publicou 25 livros e 47 micro edições. Na direção do Museu da Universidade Federal do Pará, organizou o acervo e implantou projeto de pesquisa da cultura popular paraense. É membro da Academia Brasileira de Música, do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro e da Comissão Nacional de Folclore.

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