A cerimônia da Ordem do Mérito Cultural deste ano será realizada na cidade maravilhosa. Na noite de 7 de outubro, no majestoso Theatro Municipal do Rio de Janeiro, o presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, e o ministro da Cultura, Juca Ferreira, entregarão as insígnias para personalidades e instituições que se destacaram por suas contribuições para o desenvolvimento e a valorização da Cultura brasileira.
Nesta edição, o escritor Machado de Assis será o grande homenageado, no ano em que se comemora o centenário da sua morte. É considerado por críticos literários do Brasil e do exterior como o maior expoente das letras nacionais e um dos maiores de língua portuguesa.
O Ministério da Cultura tem conferido à OMC uma ampla abrangência temática, de forma a contemplar áreas do saber e do fazer que tornam marcantes nossa cultura, dentro e fora do país, e que sejam representativas da imensa riqueza da diversidade cultural brasileira.
Neste ano, nomes ligados às Artes Plásticas e Visuais e ao Patrimônio Material e Imaterial do Brasil também receberão a homenagem:
Athos Bulcão, in memoriam – Escultor, pintor, desenhista e mosaicista, famoso por seus murais, vitrais e painéis de azulejos. Grande parte do acervo do memorável trabalho de Athos Bulcão encontra-se nos monumentos de Brasília. É considerado o artista-símbolo da cidade que ajudou a construir e onde residiu nos últimos cinqüenta anos de sua vida.
Marcantonio Vilaça, in memoriam – O curador, colecionador e galerista Marcantonio Vilaça é considerado um dos responsáveis pelo desenvolvimento da arte contemporânea no Brasil e por sua inserção no mercado internacional. Sua expressiva coleção com mais de duas mil obras se tornou um parâmetro de qualidade no país.
Maria Anna Olga Luiz Bonomi – Artista plástica ítalo-brasileira, com projeção internacional, Maria Bonomi é considerada uma precursora da arte pública no Brasil. Gravadora, escultora, pintora, muralista, desenhista, figurinista e cenógrafa, destaca-se por seus trabalhos multimídias e painéis de grandes dimensões, além dos projetos voltados à valorização urbana.
Efigênia Ramos Rolim - Onde muitos enxergam lixo, a artista plástica Efigênia Ramos Rolim, a ‘Rainha do Papel’, vê a matéria-prima para um trabalho artístico. A partir de papéis de bala, bonecas velhas e retalhos, surgem objetos dos mais diversos tamanhos e formas. Essa artista cujas mãos dão outra forma ao mundo também é contadora de histórias e poeta.
Emanoel Alves de Araujo – Emanoel Araujo é escultor, desenhista, gravador, cenógrafo, pintor, curador e museólogo. Em seu currículo, dezenas de exposições individuais e coletivas pelo Brasil e exterior. Como diretor da Pinacoteca do Estado de São Paulo liderou uma reestruturação, tornando a instituição um dos museus mais atraentes do Brasil. Desde 2004, é curador e diretor do Museu Afro Brasil.
Goiandira Ayres do Couto – A pintura de Goiandira do Couto está dividida em duas fases distintas: a fase do óleo (1933-1967) e a fase da pintura com areia, iniciada em 1968, técnica exclusiva que a tornou reconhecida internacionalmente. Normalmente tematizando flores, casarões antigos e monumentos históricos, seus quadros podem ser encontrados na sede da ONU, em museus e em coleções de arte nacionais e internacionais.
João Candido Portinari – Matemático de méritos proclamados e filho do grande mestre da pintura brasileira, João Candido Portinari concebeu e implantou, em 1979, o Projeto Portinari, trabalho de levantamento, catalogação e disponibilização de um vasto acervo documental sobre a obra, vida e época do pintor Candido Portinari. Pioneiro no país, o projeto tem importância fundamental para a conservação de nossa memória artística.
Claudia Andujar – Um dos grandes nomes da fotografia mundial, Claudia Andujar utiliza, desde a década de 70, a fotografia como instrumento de luta pela preservação dos povos indígenas do Brasil. O envolvimento pela causa indígena a levou a ser uma das fundadoras da Comissão Pró-Yanomami (CCPY), em 1978, originalmente denominada Comissão pela Criação do Parque Yanomami.
Ailton Alves Lacerda (Ailton Krenak) – Dedicando-se à luta pelos direitos da população indígena, Ailton Krenak, na última década, formou a Rede Povos da Floresta, tornou-se vice-presidente da Fundação France Libertés no Brasil, articulador da sétima Reserva da Biosfera do Brasil na Serra do Espinhaço, articulador para a criação da Área de Proteção Ambiental na Pedreira, na Serra do Cipó, e assessor para Assuntos Indígenas do Governo do Estado de Minas Gerais.
Associação Ashaninka do Rio Amônia (Apíwtxa) – Há 16 anos desenvolve, na Bacia Amazônica, um trabalho de sustentabilidade com foco na conscientização da preservação dos recursos naturais de forma não-agressiva no manejo das artes, ofícios e artesanato. As idéias, experiências e saberes da etnia Ashaninka são repassadas para outros povos indígenas e famílias não-indígenas, com o objetivo de sensibilizar a população vizinha a diminuir o impacto socioambiental e promover o desenvolvimento sustentável da região.
Associação Comunidade Yuba - Formada por imigrantes e descendentes de japoneses, há oito décadas mantém viva a lição de seu fundador, Isamu Yuba: cultivar a terra, orar e amar as artes. Localizada em Mirandópolis, interior do Estado de São Paulo, cultiva até hoje a preservação da cultura oriental japonesa. Uma das atividades que já se tornou tradicional é a apresentação das atividades culturais desenvolvidas durante todo o ano pelos integrantes da comunidade, entre os dias 25 e 30 de dezembro no Teatro Yuba, com o nome de Evento Natalino.
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