Aberto na noite de ontem (8), o Seminário do Plano Nacional de Cultura – Goiás prossegue hoje, em Goiânia, com grupos de trabalho (GTs). Eles debaterão, até as 18 horas, o conteúdo do caderno de diretrizes do Plano.
Os temas dos GTs correspondem às cinco estratégias gerais do caderno:
• Fortalecer a ação do Estado no planejamento e na execução das políticas culturais
• Incentivar, proteger e valorizar a diversidade artística e cultural brasileira
• Universalizar o acesso à fruição e à produção cultural
• Ampliar a participação da cultura no desenvolvimento sustentável
• Consolidar a participação social na gestão das políticas culturais
A abertura
Na cerimônia, a presidente da Agência Goiana de Cultura (Agepel), Linda Monteiro, disse que agregar propostas de agentes culturais dos diferentes pontos do estado e das diversas manifestações culturais para contribuir de forma substanciosa na elaboração do Plano Nacional de Cultura é um desafio que exige ousadia dos governantes e da sociedade.
Monteiro apontou a necessidade de superar o quadro em que os serviços e recursos estão “historicamente concentrados nos grandes centros e para uma pequena parcela da população”. E de os governos e governantes reconhecerem e valorizarem o capital simbólico do Brasil e dos brasileiros – compreendendo aí não só as artes, mas também as crenças, os modos de vida e as práticas religiosas, entre outros componentes.
O coordenador do PNC, Mauricio Dantas, avaliou que tem sido “riquíssimo” o processo de participação nos outros estados (Goiás é o 16º da seqüência, e o segundo do Centro-Oeste). Para ele, essa dinâmica, além de aperfeiçoar a proposta, confere a ele maior lastro social e, assim, maiores chances de concretização.
Dantas lembrou que a atribuição de propor o PNC é do Poder Legislativo, e afirmou que a Comissão de Educação e Cultura da Câmara dos Deputados tem sido parceira do Ministério da Cultura na realização dos seminários para aperfeiçoar o projeto de lei do PNC. Ele destacou também o entendimento da cultura com base em três dimensões – a simbólica, a econômica e a cidadã – e os dados recentes que mostram a cadeia produtiva do setor como responsável por 8% do Produto Interno Bruto (PIB), a soma das riquezas produzidas no País.
O público pôde assistir a uma série de apresentações artísticas. Elas começaram com o grupo musical Passarinhos do Cerrado. Em seguida, houve o teatro de Tetê Caetano e Marcelo de Castro e o balé de integrantes do Centro Cultural Gustav Ritter. Um número da Cia. de Circo Pés Nus encerrou a noite.
Oficinas
Amanhã (10), serão oferecidas ainda oficinas de capacitação de agentes e gestores culturais. Os temas, relacionados às políticas do ministério, são: Diversidade e Identidade; Sistema Nacional de Cultura e Programa Mais Cultura; Patrimônio Imaterial; e Programa Cultura Viva.
No mesmo dia, começa em Cuiabá o seminário de Mato Grosso, que vai até domingo (12).


Participação do Leitor
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