As três maiores empresas do mundo tecnológico, a Microsoft, o Google e a Yahoo, assinaram um código de conduta para protegerem a liberdade de expressão na Internet e garantir a privacidade dos seus utilizadores, contra abusos dos governos. A notícia é avançada pelo site de informação da BBC.
O acordo intitulado Global Network Initiative vai limitar os dados que podem ser enviados aos governos pelas empresas. A sua assinatura acaba por ser uma consequência das críticas sofridas, após terem auxiliado o executivo chinês a censurar conteúdos na Internet.
Em declarações à BBC Mike Posner, da organização não governamental Human Rights First, considera que «este é um primeiro passo importante, por que as empresas devem ser mais firmes em desafiar interferências sem motivos aparentes pelos governos (na internet)», termina o activista.
«Direito humano»
O acordo assinado agora pelos três gigantes tecnológicos defende que a privacidade é «um direito humano e uma garantia da dignidade humana» e que as empresas vão resistir a pedidos de restrição na liberdade e privacidade dos utilizadores.
Outro ponto interessante do código está relacionado com a avaliação do grau de liberdade de expressão dos países antes das companhias assinarem acordos com os mesmos. Danny O’Brien, da Electronic Frontier Foudation, afirmou à BBC que «os princípios não serão uma solução definitiva para o problema, mas, o mais importante é que fornecem mais transparência».
Caso chinês
«O Grande Firewall da China» é um sistema de bloqueio de conteúdos na Internet criado pelo governo chinês e que terá tido a colaboração de várias empresas, como por exemplo, o Google, a Yahoo e a Microsoft.
Segundo a notícia da BBC o Google foi acusado de ajudar a filtrar pesquisas e eliminar resultados sobre palavras como, por exemplo, «democracia» ou «massacre». Já a Microsoft terá bloqueado o blog de um famoso pesquisador de media chinês.
Recorde-se ainda que recentemente, investigadores do Canadá garantem ter descoberto que o Governo chinês escutava e gravava as conversas dos utilizadores através do Skype.
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