Uma nova pesquisa realizada pela operadora AT&T vem reforçar a tese cada vez mais aceita de que as redes sociais vão além de simples motivos de distração para os profissionais em uma empresa. Ao contrário, o levantamento sugere que os funcionários que utilizam as ferramentas de networking no ambiente corporativo são mais produtivos que os demais.
Realizada junto a 2.500 profissionais em cinco países europeus, a pesquisa revela que 65% deles acreditam que as redes sociais os tornaram – ou a seus colegas – mais eficientes. Além disso, 46% dos entrevistados afirmam que essas redes lhes levaram a novas idéias e mais criatividade pessoal.
Cerca de 75% dos profissionais ouvidos pela AT&T acreditam que que o uso das redes sociais e a participação em comunidades online lhes traz benefícios, uma vez que elas representam uma ótima fonte de conhecimento e podem traz respostas rápidas a muitos de seus problemas. Essas atividades também são vistas como formas de estimular o conhecimento coletivo dos funcionários, clientes e fornecedores, bem como estimular o desenvolvimento de equipes e melhor colaboração interna.
A pesquisa revelou, porém, que as redes sociais também têm seus problemas: 50% dos entrevistados as mencionaram como motivo de distração para seus empregados, e 45% expressaram preocupação com o eventual vazamento de informações confidenciais.
Além disso, antes de sugerir que as pessoas saiam reinvindicando o desbloqueio das redes sociais na empresa, a pesquisa indica que as redes como Facebook ou MySpace ainda não são tão utilizadas quanto putras ferramentas de networking existentes dentro das companhias na Europa. As ferramentas próprias de colaboração encabeçaram a lista dos recursos colaborativos mais utilizados em 39% das organizações, seguidas por fóruns internos de discussão (20%) e vídeos corporativos compartilhados por intranets (16%). As redes sociais apareceram na quarta colocação, à frente apenas os sites colaborativos externos na internet, bem como os blogs.
Embora os sites de redes sociais ainda devam estar na lista negra das companhias, o estudo mostra que muitas empresas já adotam os princípios dessas redes como parte de sua cultura de trabalho. Geograficamente, com 72%, a Alemanha é o País onde essas redes são mais populares, enquanto no Reino Unido esse índice fica em 59%.
Participação do Leitor
Espaço reservado exclusivamente para comentários acerca da matéria ou publicação veiculada nesta página. Solicitação de informações ou dúvidas devem ser encaminhadas por meio do Fale com o Ministério; reclamações ou denúncias devem ser dirigidas para Ouvidoria.