Em termos de audiência, o YouTube deve continuar soberano entre os portais de vídeo por muito tempo. Mas quando o assunto é fazer dinheiro a partir isso, o Hulu tem se mostrado um concorrente de peso e pode se igualar ao site do Google em 2009 nos Estados Unidos segundo previsões da consultoria Screen Digest.
O Hulu foi lançado este ano nos EUA. É uma parceria entre a News Corp. e NBC Universal que traz vídeos profissionais para os internautas. Até o momento, o portal registra seis milhões de usuários únicos por mês no país. O YouTube tem muito mais: 83 milhões.
Apesar de nenhuma das duas empresas divulgar sua receita, o analista Arash Amel, da Screen Digest, estima que o YouTube obterá US$ 100 milhões com propaganda em 2008 nos EUA (país responsável por metade de sua receita), enquanto o Hulu (que ainda não foi lançado internacionalmente) obterá US$ 70 milhões. Para 2009, a previsão é de US$ 180 milhões para ambos de acordo com uma reportagem do Financial Times.
Como os dois sites são gratuitos, anúncios são a sua única fonte de receita. E o Google, que comprou o YouTube há dois anos por US$ 1,65 bilhão, tem encontrado muitos problemas para tornar o site rentável. Já testou propagandas que aparecem brevemente nos vídeos, não encontrou ainda uma forma segura de colocar anúncios ao lado de vídeos amadores sem comprometer a marca anunciada e resiste a colocar comerciais antes de sua exibição sob o argumento que isso frustraria os usuários. Enquanto isso, com seus vídeos profissionais, o Hulu tem sido um porto seguro para a publicidade.
Uma ressalva é que grande parte do que o Hulu ganha (de 70% a 80%) vai para parceiros. No YouTube, isso acontece em proporções bem menores.
Mas o YouTube anunciou na semana passada que vai leiloar termos de busca para colocar propaganda junto com vídeos. Os vídeos do anunciate relacionados à palavra comprada vão aparecer em uma coluna ao lado do resultados. Também busca cada vez mais ter vídeos de emissoras e estúdios em seu catálogo, como no acordo anunciado com a MGM, para associar propagandas a eles e lucrar com isso. Como ressalta o Silicon Alley Insider, isso pode mudar o jogo.
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