Francisco Simplício, representante do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), afirmou que o direito autora passa por um momento especial no cenário internacional, o de debater. “Direitos Autorais é uma força motriz para alavancar o desenvolvimento nos países”, defende Simplício. A declaração foi feita na abertura do Seminário Internacional sobre Direito Autoral, realizado em Fortaleza (CE) a partir desta quarta-feira, 26, até sexta, 28.
O evento integra a série de encontros promovido pelo Fórum Nacional de Direito Autoral e encerra o ciclo de debates sobre o tema, promovido pelo MinC neste ano. Além do PNUD, o encontro é promovido pelo Ministério da Cultura (MinC) e pela Organização Mundial da Propriedade Intelectual (OMPI).
Simplício também citou a presença do assunto na plataforma para os países em desenvolvimento da PNUD e chamou atençao para a importância da arrecadação dos direitos autorais para a economia dos países – ainda que eles não sabiam ao certo para onde vai o dinheiro. Dados do relatório de Economia Criativa de 2008, publicado em parceria de vários organismos internacionais, apontam crescimento do setor de 8,7% ao ano entre 2000 a 2005.
A posição foi reafirmada pelo representantes da Organização Mundial da Propriedade Intelectual (OMPI), Alejandro Roca Campañá. Para ele, o setor mais dinâmico da economia mundial é a Economia da Cultura, além de ser também o que mais cresce no mundo.
Segundo o o ministro da Cultura, Juca Ferreira, o Brasil está rediscutindo vários assuntos, mas ainda exista uma cota de problemas chamados “casa de marimbondo”, porém, para ele, não há como desviar da discussão dos direitos autorais. “No Brasil estamos evoluindo para além da economia tradicional, e o país pode ser emergente com uma grande economia da cultura”, avalia o ministro.
Ferreira também pondera a respeito da importância do Seminário no sentido de preparar os atores para esse crescimento. O MinC, desde dezembro de 2007, realiza encontros periódicos em diferentes capitais do país para levar o debate sobre a reformulação da legislação. “A lei que regulamenta atualmente o direito autoral é ultrapassada, foi importante na época em que foi elaborada, mas é de quando nem existia o videotape”, lamenta. O desafio, para ele, e criar estruturas de apoio à “capacidade criativa do povo”.
Estiveram presentes na mesa, além do ministro Juca Ferreira, Alejandro Roca Campañá e de Francisco Silício, , Francisco Pinheiro, representado o governador do Ceará, Cid Ferreira Gomes, e a secretaria de Cultura de de Fortaleza, Maria de Fátima.
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