Não tenha dúvida: o Palm Pre é o lançamento mais importante na telefonia celular desde o iPhone original. A empresa que vem sofrendo com a concorrência e que chegou ao inferno com oFoleo renasceu hoje. O smartphone Palm Pre, lançado hoje na CES, é elegante e está alinhado com as tendências atuais do mercado sem perder a individualidade.
Enquanto a maioria dos rivais investe na tela sensível ao toque com teclado virtual, a Palm manteve o QWERTY físico num slider ligeiramente inclinado para facilitar a digitação.
O Pre chega até a metade do ano nos EUA e tem hardware compatível com o padrão atual do mercado. Touchscreen com 3,1 polegadas e 320 x 480 pixels de ótima resolução. Traz GPS integrado, Wi-Fi, Bluetooth, tocador multimídia, conector padrão de 3,5 mm para fones de ouvido e câmera digital de 3 megapixels com flash. A memória interna é de 8 GB, sem expansão.
Como todo design, o do Pre não agradará a todos. É redondinho e lembra o Motorola Pebl que fez sucesso no Brasil. Mas o segredo está nos detalhes, particularmente na interface sensível ao toque, no novo sistema operacional WebOS e no carregador de bateria inédito Touchstone.
Além da tela responder aos comandos com os dedos, o celular conta com uma “barra gestual” no espaço logo abaixo do visor. Ela é usada como complemento para controlar o aparelho e pelos primeiros relatos de quem está na CES funciona bem. Muitas vezes o toque começará nela e terminará na tela.
Como o nome indica, o WebOS é centrado no uso conectado do Pre. Com a tecnologia Synergy, o celular aceita contatos do Outlook, Google e Facebook, identificando as repetições. Eles guardarão o histórico de atividades, seja por mensageiro eletrônico, SMS, MMS ou e-mail.
A internet também está presente na busca integrada, que apresenta resultados da web e do conteúdo hospedado no celular, em simultâneo. E no browser baseado no WebKit, com suporte a várias abas e navegação igual a do iPhone.
Essas são vantagens do aparelho de um fabricante que busca estar no centro dos principais players da internet, em vez de criar ambientes murados como Google, Apple, Microsoft e Nokia fazem. No Pre, a conectividade universal está no Web OS e não depende dos softwares de terceiros. Por isso, a sensação é única. Espero que o ambiente seja aberto o suficiente para a incorporação de outras fontes de informação, como Orkut, MySpace, Yahoo, pelas empresas ou desenvolvedores externos.
O WebOS terá programas independentes e uma loja centralizada. Sua navegação é feita por cards, janelas com softwares arrastadas pela interface.
O outro elemento inovador do Pre é seu carregador Touchstone opcional. Ele usa magnetismo para alimentar o celular, sem fios. Sua posição inclinada também facilita para assistir a vídeos.
Mas não será esse o Pre que chegará ao Brasil. O celular foi criado para a rede CDMA EV-DO da Sprint, que aqui é usada pela Vivo, mas que ficou para trás desde a transição da operadora para o GSM.

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