Filho do escritor modernista Oswald de Andrade (1890-1954) e de Patrícia Galvão, a Pagu (1910-1962), Rudá teve um papel atuante em diversas instituições ligadas ao cinema
O cineasta, escritor e pesquisador de cinema Rudá de Andrade foi enterrado ontem à tarde, no cemitério da Consolação, em São Paulo. Ele morreu anteontem, em decorrência de um problema cardíaco, aos 78 anos, em Bragança Paulista. Seu corpo foi velado durante a manhã e a tarde de ontem na Cinemateca Brasileira.
Filho do escritor modernista Oswald de Andrade (1890-1954) e de Patrícia Galvão, a Pagu (1910-1962), Rudá teve um papel atuante em diversas instituições ligadas ao cinema, desde sua volta ao país, em 1954. Antes, estudou cinema em Roma, tendo trabalhado com diretores como Luigi Comencini (1916-2007) e Vittorio de Sica (1902-1974).
Em 1962, fundou a Sociedade Amigos da Cinemateca. A Cinemateca Brasileira seria uma instituição à qual estaria ligado até a sua morte, como conselheiro. Nos anos 50, havia atuado como conservador da entidade. Também foi um dos principais nomes do MIS (Museu da Imagem e do Som) de São Paulo, tendo sido seu diretor desde a fundação, em 1970, e ficando no cargo até 1981.
Ao mesmo tempo em que dirigia o MIS, Rudá dava aulas de cinema da ECA-USP (Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo). Ele teve papel ativo na criação do curso, em 1966. Foi diretor de documentários como “Pagu” (2001, junto com Marcelo Tassara) e “Renata” (2002).
Como escritor, Rudá ganhou em 1983 o Prêmio Jabuti por “Cela 3 -°A Grade Agride”. O livro, relançado em 2008 pela Globo, conta a história de sua prisão por dez meses em 1982 na França. Ele foi acusado por posse e tráfico de cocaína, fato que sempre negou.
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