Ele mostrou-se solidário e garantiu estar atento aos questionamentos apresentados
Os problemas são muitos, mas as soluções caminham a passos lentos. Ontem, o presidente da Fundação Nacional das Artes (Funarte), Sérgio Mamberti, durante encontro com artistas e produtores do Nordeste, ouviu uma série de reivindicações dos mais diversos segmentos culturais.
Ele mostrou-se solidário e garantiu estar atento aos questionamentos apresentados. Falou da desburocratização do serviço público para aproximá-lo da classe artística e disse que deixará como legado, no término do mandato, uma Funarte reconstruída e com representações em outros Estados (hoje só há em São Paulo e Brasília e o Recife está estruturando a sua).
“Essa conversa passa a ser orientada no sentido das possibilidades que a gente tem. Precisamos regionalizar os editais e chegar aos municípios essa política (de cultura) para que eles possam participar, e como abranger tudo isso e ter caminhos de interligação e institucionalizar processos que possam garantir essa participação”, disse Mamberti, frisando que para isso é necessário “desburocratizar esses processos”. O ator e jornalista Manoel Constantino pediu a volta das Caravanas do Nordeste e cobrou políticas para a sustentabilidades dos grupos. Ele lembrou que a discussão sobre a economia da cultura avançou muito pouco. Já o cantor sertanejo Santana sugeriu que os tributos sejam diferenciados para os grupos de mercado e os de cultura popular.
A visita de Mamberti ao Estado tem como objetivo estreitar os laços com os gestores públicos da área de cultura e com artistas e produtores, discutindo as ações da Funarte para os próximos dois anos. Mamberti teve reuniões fechadas com funcionários da Representação Regional do Ministério da Cultura e com secretários de cultura de oito estados e sete capitais do Nordeste.
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