Na tarde desta sexta-feira, 6 de fevereiro, foi promovida mais uma videoconferência entre a Coordenação Nacional do Projeto Vidas Paralelas e as representações estaduais. O objetivo da iniciativa é definir as bases para as oficinas de capacitação de trabalhadores de diferentes categorias por intermédio da formação de uma rede social voltada para o tema da saúde e da cultura no ambiente laboral.
A ação é uma parceria do Ministério da Cultura (MinC), por intermédio da Secretaria da Identidade e da Diversidade Cultural (SID), Ministério da Saúde (MS), Centro de Desenvolvimento Sustentável da Universidade de Brasília (CDS/UnB) e Rede Escola Continental em Saúde do Trabalhador (REC-ST).
Umas das propostas da Coordenação Nacional é a de que as oficinas ocorram aos finais de semana, possibilitando uma maior adesão dos trabalhadores participantes. A sugestão foi bem recebida pelas representações estaduais, que concordaram com a idéia, pois haveria alguma dificuldade caso as oficinas ocorressem em dias de trabalho. Ainda foi relatado à coordenação os avanços do Projeto em cada estado e as expectativas em relação aos caminhos futuros.
A coordenadora de Saúde do Trabalhador do MS, Graça Hoefel, falou sobre a necessidade da iniciativa alcançar uma maior visibilidade. Também destacou a importância da criação de produtos que permitam deixar um legado, o que na sua opinião só será possível com parcerias para o desenvolvimento de atividades culturais. Nesse sentido, Graça informou a intenção de implementar cineclubes com o apoio do MinC para a exibição de filmes específicos sobre a saúde do trabalhador.
O analista cultural e representante da SID/MinC no Projeto, Geraldo Vitor da Silva Filho, sugeriu que tais atividades deverão ocorrer de forma itinerante. “Seria interessante que o material fornecido pelo Ministério da Cultura pudesse circular por diversas cidades, levantando essa temática a todos.” Para ele é imprescindível criar oportunidades para que os trabalhadores reflitam sobre sua realidade e a arte é parte fundamental nesse processo.
“O grupo de saúde do trabalhador nos propôs um projeto para que pudéssemos conhecer o trabalhador brasileiro e a forma com que conseguimos viabilizar essa parceria foi propondo inserir essas pessoas no universo artístico. Através da arte o trabalhador se reconhece e através dos produtos nós o conhecemos”, ressaltou Gê Vitor.
A série de videoconferências continua a ser promovida até que a ação contemple todos os estados brasileiros. Ao final, serão definidas a programação e as datas de realização das oficinas locais, que deverão ter início a partir do mês de abril.
(Marcos Agostinho, Comunicação Social/MinC)
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