Barrosinho começou a estudar música aos seis anos, por influência do pai, o saxofonista Benedito Gomes Barroso
“Maracatamba” não foi só a mistura entre maracatu e samba, como o nome sugere, mas também entre soul, funk, jazz, música caribenha e o que mais de origem afro coubesse na cabeça e na boca do trompetista José Carlos Barroso.
Ao criar o nome “maracatamba”, Barrosinho patenteou seu modelo mais consolidado de fusão, apresentado no disco homônimo de 1988 e em “Barrosinho Live in Montreux – 1988″, lançado apenas em 2002. Mas bem antes ele já se tornara conhecido como alquimista de sons.
Ele integrou a Banda Black Rio, expoente da música negra que, nos anos 70, revelou Cassiano, Gérson King Combo, Carlos Dafé, Sandra de Sá e consagrou Tim Maia. Lançados entre 1977 e 1980, os três discos da Black Rio marcaram época.
Barrosinho começou a estudar música aos seis anos, por influência do pai, o saxofonista Benedito Gomes Barroso. Tocou em gafieiras nos anos 60, integrou bandas como a de Hermeto Pascoal e chegou à Black Rio a convite de Oberdan Magalhães, seu colega do Grupo Abolição. Também acompanhou Raul Seixas, Gilberto Gil e outros.
No ano passado, lançou o CD “Praça dos Músicos” e rodou o país fazendo shows. Há três semanas, teve um problema circulatório que virou trombose, embolia pulmonar e, na madrugada de ontem, aos 65 anos, em falência múltipla dos órgãos. Seu corpo foi sepultado ontem no cemitério São João Batista, no Rio.
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