O Centro de Convenções de São Luís, entregue no fim de 2006, até hoje não teve a sua finalização paisagístico-urbanística complementada
YES… Nós temos uma “Cultura Ludovicense” – de 400 Anos – para dar e vender!
No Ano da França no Brasil, São Luís foi escolhida para ser a Capital Brasileira da Cultura como um laboratório de novas atitudes empresariais, sócio-comunitárias, científicas, artísticas, políticas e religiosas, em cooperação intergovernamental com os gestores públicos do município, do Estado e da União, para criar um Clima Organizacional na cidade, favorável ao adensamento das técnicas, práticas, atividades e eventos culturais, beneficiando toda uma cadeia produtiva econômica e, principalmente, o setor de serviços da “Ilha Magnética” para ser o mais privilegiado segmento de mercado em 2009. Esse foi um esforço articulado pela iniciativa privada, tendo o SLCVB elaborado o projeto e levando a Brasília a sua “expertise” em promoção e captação de eventos.
O São Luís Convention Bureau – entidade civil que agrega (e congrega) empresários e empreendedores do setor de serviços turísticos, culturais e gastronômicos da cidade, vem trabalhando há três anos na conscientização do setor público para que entendam a importância de priorizar o turismo sustentável como fonte e geração de trabalho e renda. São 54 atividades profissionais diretamente ligadas ao atendimento turístico e na “ação receptiva” para um visitante em nossa cidade, e isto é suficientemente demonstrativo de quantas oportunidades de negócios ainda estão em aberto para nos apropriarmos produtivamente.
O Ministério da Cultura, desde a gestão de Gilberto Gil, vem nos dando as mãos – ferramentas e instrumentos de políticas públicas – para que as nossas raízes culturais sejam identificadas, catalogadas, sinalizadas e reverenciadas como um verdadeiro acervo cultural do Patrimônio Nacional, como se fez recentemente com o Tambor de Crioula, com o Bumba-Meu-Boi e os ritos afro-religiosos. Mas o que vem sendo valorizado lá fora não está sendo (re) valorizado aqui dentro. O valor cultural ainda não foi visto como um movimento de inclusão social e muito menos de desenvolvimento de política econômica.
O Centro Histórico de São Luís é o exemplo clássico dessa alienação política e administrativa, com seus museus, teatros, igrejas, pousadas, casarios e palacetes, praças, mercados e quiosques de alimentação completamente sem serviços urbanos de limpeza pública, de saneamento ambiental e de segurança à população local e aos turistas nacionais e internacionais que visitam diariamente o Patrimônio Cultural da Humanidade, tombado pela Unesco.
O Centro de Convenções de São Luís, entregue no fim de 2006, até hoje não teve a sua finalização paisagístico-urbanística complementada. O Complexo Cívico do Ran-gedor que envolve o Palácio de Exposições (precisando ser climatizado), o Centro de Convenções (dependente de acabamentos), a sede da Assembléia Legislativa do Estado (recém-inaugurada), e vários e enormes estacionamentos de uso indevido (shows predatórios) em meio a uma Estação Ecológica de preservação permanente, pode vir a se constituir numa “mina de ouro” e no cartão postal da cidade. Ainda mais, quando se sabe que o mercado que cresce exponencialmente no mundo de hoje é o de turismo de eventos.
O Terceiro Milênio exige cooperação institucional, parcerias conscientes e responsabilidade social entre os setores público, civil e empresarial. É só o Estado, o município, o Sebrae, o SESC, o Senac, a ACM e a Fecomércio se juntarem, irmanamente, com o São Luis Convention and Visitors Bureau (leia-se Trade Turístico) e iniciarmos em 2009 um processo preparatório para o IV Centenário de São Luís, em 2012. Podemos começar com um Seminário de Economia Criativa, logo, logo. O título de Capital Brasileira da Cultura, além do fato simbólico, precisa de ações concretas e de repercussão sócio-econômica na cidade.
A partir daí, podemos ir ensaiando uma série de planejamentos estratégicos, ações em comum, prever recursos orçamentários, a organização e o método do Calendário Oficial de Eventos, articular novas fontes de captação, realizar campanhas de mobilização e comunicação social, e o mais importante: colocar a cultura de São Luís como “centralidade” para uma Política Econômica Integrada, Solidária e Sustentável Tudo isso, é só um pequeno aperitivo do prato principal, que poderemos juntos saborear: as comemorações dos 400 anos de fundação de São Luís, em alto estilo civilizatório, com a auto-estima elevada e no patamar cultural das nossas tradições seculares.
Um povo com sua própria identidade é um povo feliz! A cidade ou nação que perde a sua identidade cultural sofre dos males da violência urbana, da degradação social e ambiental! O fortalecimento da cultura nesses próximos quatro anos servirá também como corpo de defesa cívico-pedagógica para os grandes impactos que advirão dos novos pólos industriais e dos mega-empreendimentos anunciados para São Luís.
Participação do Leitor
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