Depois de duas edições do Jogos BR, o Ministério da Cultura reformulou o projeto e criou o Programa de Fomento à Produção e Exportação do Jogo Eletrônico Brasileiro (BRGames)
Atualmente, duas iniciativas estão em estudo pelo governo para fomentar a indústria brasileira de jogos eletrônicos.
Depois de duas edições do Jogos BR, o Ministério da Cultura reformulou o projeto e criou o Programa de Fomento à Produção e Exportação do Jogo Eletrônico Brasileiro (BRGames), com apoio da Associação para Promoção da Excelência do Software Brasileiro (Softex) e da Associação Brasileira de Desenvolvedoras de Jogos Eletrônicos (Abragames).
Um edital – ainda sem data de lançamento – escolherá dez empresas que receberão valores entre R$ 70 mil e R$ 140 mil para desenvolver demonstrações de jogos que serão levadas aos grandes estúdios em feiras de negócios do setor. O investimento total previsto pelo governo é de R$ 910 mil. O prazo de desenvolvimento é de um ano.
Na Câmara dos Deputados tramita desde 2007 o Projeto de Lei 300, que prevê a isenção fiscal para a fabricação de consoles no país. De autoria do deputado Carlito Merss (PT/SC) – com substitutivo de Gustavo Fruet (PSDB/PR) -, o projeto estende ao setor de jogos eletrônicos a redução de 80% do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) aos produtos fabricados no país sob o regime de Processo Produtivo Básico (PPB).
O PL foi encaminhado à Comissão de Finanças e Tributos em julho do ano passado, e desde agosto aguarda parecer do relator, o deputado Antonio Palocci (PT/SP). Não há previsão para votação da matéria.
Segundo pesquisa da Abragames, a produção nacional de jogos e consoles movimenta apenas R$ 87,5 milhões, ou 0,16% do faturamento mundial com jogos eletrônicos. Praticamente 80% da produção de jogos está voltada para a internet e consoles da atual geração. Quase a metade do que é desenvolvido (43,3%) é exportado.
A baixa produção local contrasta com a presença dos jogos eletrônicos nas casas dos brasileiros. Segundo pesquisa do Comitê Gestor da Internet, em 2008, 13% dos domicílios tinham consoles de jogos eletrônicos. A classe C ficou um pouco acima da média, com 14%, e a classe A atingiu um percentual de 58%. O percentual é maior que o de domicílios com TV por assinatura (5% e 53%, respectivamente).
De acordo com informações do Ministério da Cultura, o mercado mundial de jogos eletrônicos movimenta US$ 50 bilhões no mundo, com crescimento de 20% ao ano. O Brasil representa US$ 350 milhões do total.
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