O presidente da Funarte (Fundação Nacional de Artes), Sérgio Mamberti, esteve no Recife este ano com o diretor do Centro de Artes Cênicas da instituição, Marcelo Bones.Vieram acompanhar a programação do festival Janeiro de Grandes Espetáculos. Gostaram tanto do que presenciaram que decidiram convidar artistas do estado para participar do projeto A Ribalta Pernambucana, que reabre o Teatro Glauce Rocha, no Rio de Janeiro, a partir de hoje. A programação é extensa e inclui seis companhias de teatro de Pernambuco, oficina de dança, exposição, seminário, palestra e lançamento de livro.
“Eles ficaram impressionados com o viço do teatro pernambucano. Por isso, foram convidados três grupos do Recife e mais três de outras cidades, como Caruaru, Arcoverde e Cabo de Santo Agostinho”, afirma Heloísa Vinadé, coordenadora de teatro da Funarte. As atrações se revezam de quinta-feira a domingo, até o dia 21 de junho. Hoje, na estreia do projeto, o convidado é o multiinstrumentista e dançarino Antônio Carlos Nóbrega. “Fizemos o projeto subsidiado. Os artistas receberão cachês pela Funarte e os ingressos são gratuitos, pois queremos lotar o teatro”, reforça Heloísa Vinadé, que conta que o Teatro Glauce Rocha, situado em frente à estação do metrô do Largo da Carioca, no centro do Rio, possui 278 lugares e ficou fechado por dois anos.
Amanhã, às 18h, o Ribalta Pernambucana segue com o lançamento da coleção Memórias da Cena Pernambucana, composta de quatro volumes, organizada pelo ator e jornalista Leidson Ferraz, contando a história de 39 companhias de artes cênicas do estado. Também será inaugurada a exposição homônima, com um acervo fotográfico de 70 imagens em preto e branco traçando um perfil do teatro em Pernambuco dos anos 1940 até os dias atuais. A exposição fica em cartaz até 3 de novembro, das 9h às 18h.
Às 19h, será apresentado o espetáculo Angu de sangue, do Coletivo Angu de Teatro, com direção de Marcondes Lima e baseado no livro de mesmo nome, de Marcelino Freire, com nova sessão na sexta-feira. No sábado e domingo, o grupo Magiluth encena Ato, em que discutem a banalização da morte e a angústia diante da vida.
Na próxima semana, é a vez de A paixão e a sina de Mateus e Catirina, da Tropa do Balacobaco, de Arcoverde, nos dias 11 e 12 de junho, e Quando o sol vem à janela, da Trupe Cara e Coragem, nos dias 13 e 14 de junho. Na última semana do projeto, o público carioca poderá ver O palhaço Jurema e os peixinhos dourados, da Cia. Construtores de Histórias e Deus danado, do grupo Arte em Cena, de Caruaru.
Outro grupo de Pernambuco convidado pela Funarte para se apresentar em seus teatros foi o Balé Popular do Recife, que no último fim de semana mostrou em Brasília, no Teatro Plínio Marcos, seu espetáculo mais emblemático, Nordeste – A dança do Brasil. O mesmo trabalho também foi levado para a reinuaguração do Teatro Cacilda Becker, no Largo do Machado, no Rio, em abril.
Publicado em 03 de junho de 2009
Texto: Tatiana Meira /Diário de Pernambuco - tatianameira.pe@diarioassociados.com.br

Participação do Leitor
Espaço reservado exclusivamente para comentários acerca da matéria ou publicação veiculada nesta página. Solicitação de informações ou dúvidas devem ser encaminhadas por meio do Fale com o Ministério; reclamações ou denúncias devem ser dirigidas para Ouvidoria.