Cinemateca Brasileira exibe 77 filmes do francês
Se a importância de um cineasta pode ser medida pelo impacto que sua obra provocou sobre o trabalho de colegas, o francês Jean Rouch (1917-2004) sai muito bem na foto.
Referência-chave para a geração da nouvelle vague e, por extensão, para o cinema moderno, ele deixou firmes pegadas também na história do documentário e da etnografia.
Disponíveis em DVD no Brasil, clássicos como “Os Mestres Loucos” (1955), “Eu, um Negro” (1958), “Jaguar” (1967), “Os Tambores do Passado” (1971) -todos rodados na África- e “Crônica de um Verão” (1961), “filme-verdade” correalizado por Edgar Morin nas ruas de Paris, constituem amostragem valiosa de seus procedimentos, como o uso de câmeras portáteis, de som direto e de interferências sobre o material captado.
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