16 de julho de 2009
Diversidade Linguística
Grupo de Trabalho ganha mais tempo para concluir a pesquisa sobre as línguas faladas no Brasil
O Grupo de Trabalho sobre a Diversidade Linguística (GTDL), encarregado de apurar informações a respeito dos diferentes idiomas falados no país com o objetivo de criar um Livro de Registro das Línguas Brasileiras, teve a data de conclusão de suas atividades prorrogadas por mais um ano, até julho de 2010.
A decisão foi publicada no Diário Oficial da União dessa quarta-feira, 14 de julho, em portaria assinada pelo presidente do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional do Ministério da Cultura (Iphan/MinC), Luiz Fernando de Almeida.
Criado em abril de 2006, o grupo teve sua atuação estendida por mais um ano, para poder acompanhar as experiências pilotos do uso da metodologia elaborada para a formulação do Inventário Linguístico que será utilizado como peça de instrução no processo de reconhecimento das línguas faladas no país, como Patrimônio Cultural Imaterial Brasileiro. Saiba mais.
Nessa fase final serão feitas avaliações junto a três comunidades de línguas indígenas, uma comunidade de imigrantes, uma comunidade que utiliza a linguagem dos sinais e uma comunidade afro-brasileira. Após o registro, ainda haverá a etapa de estabelecimento de salvaguardas para proteger o bem imaterial de situações de fragilidade e evitar que estas línguas se percam.
O GTDL é composto por 12 representantes de diversas instituições governamentais e não governamentais - dentre as quais a Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) -, e coordenado pela diretora de Patrimônio Imaterial do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional do Ministério da Cultura (Iphan/MinC), Márcia Sant’Anna.
Pluralidade - Um relatório técnico elaborado pelo grupo apontou a existência de 200 idiomas falados atualmente no Brasil, sendo 180 provenientes de comunidades indígenas e cerca de outros 30 praticados em comunidades de descendentes de imigrantes. Além disso, utiliza-se outras duas línguas de sinais em comunidades de pessoas surdas, diferentes variações linguísticas em comunidades remanescentes de quilombos. No relatório também foi identificada a existência de grandes variações na língua portuguesa falada no Brasil, com diferenciações por classe social e região geográfica.
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(Texto: Patrícia Saldanha, Comunicação Social/MinC)
(Fonte: Departamento do Patrimônio Imaterial do Iphan/MinC)
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