O Ministério da Cultura está apoiando a nona edição do Festival do Cinema Brasileiro em Israel, realizado entre 2 e 19 de agosto, nas cidades de Tel Aviv, Jerusalém e Haifa. A comitiva brasileira presente aos primeiros três dias do festival era composta do secretário do Audiovisual, Silvio Da-Rin; do diretor Carlos Alberto Riccelli e da roteirista e atriz Bruna Lombardi, representando o filme O Signo da Cidade; e da atriz Clarice Abujamra, representando o filme Chega de Saudade, dirigido por Lais Bodanzky, ambos exibidos nas sessões de abertura. O jornalista Pedro Butcher é o Presidente do Júri.
As exibições ocorrem nas cinematecas das três mais populosas cidades israelenses e têm recebido público numeroso. Em Haifa, antes mesmo da abertura do festival, esgotaram os ingressos para toda a programação na sala de 500 lugares.
Além do secretário do Audiovisual do MinC e dos representantes dos filmes em competição, estiveram presentes a todas as sessões de abertura o embaixador brasileiro em Israel, Pedro Mota Coelho, e sua esposa, a conselheira Cultural Moira Pinto Coelho. Em Haifa, também compareceram à abertura o cônsul brasileiro, o prefeito da cidade e o presidente do Fundo Israelense de Cinema, Katriel Schory, que elabora, juntamente com a Agência Nacional do Cinema (Ancine), autarquia vinculada ao Ministério da Cultura, um acordo de coprodução entre Brasil e Israel, em fase final de formatação.
Na sessão de abertura em Tel Aviv, o secretário Silvio Da-Rin enfatizou o fato de que o MinC apoia mais de 50 mostras e festivais em território nacional, mas tem sido muito criterioso no apoio a eventos no exterior. Somente seis países recebem essa chancela, sendo Israel o mais distante. O festival tem se firmado como a principal manifestação cultural brasileira naquele país e a única janela anual para exibição de nossos filmes mais recentes.
O secretário destacou, também, que o apoio ao festival confirma a convicção do ministro Juca Ferreira na importância da Convenção sobre a Proteção e a Promoção da Diversidade das Expressões Culturais da Unesco, da qual o Brasil foi um dos mais entusiastas signatários, em 2005.
Em Haifa, Silvio Da-Rin manifestou sua satisfação com o numeroso público presente e a calorosa receptividade, com animados debates ao fim das exibições, o que mostra existir em Israel elevado interesse por filmes de outras cinematografias e grande potencial para distribuição de filmes brasileiros.
O diretor do Festival, Salomão Ghelfgot, juntamente com a coordenadora de Produção, Andréa Cals, foram os responsáveis pela seleção dos quinze filmes, produzidos entre 2007 e 2009. Além das obras exibidas nas sessões de abertura, integram a programação os filmes de ficção Veronica, de Maurício Farias; Rosa e Benjamin, de Cléber Eduardo; Divã, de José Alvarenga; Os Desafinados, de Walter Lima Jr.; Romance, de Miguel Arraes; Um Romance de Geração, de David França Mendes; A Casa de Alice, de Chico Teixeira; e os documentários O Homem que Engarrafava Nuvens, de Lirio Ferreira; Loki, de Paulo Henrique Fontenelle; Novos Lares, de Radamés Vieira; Palavra (En) Cantada, de Helena Solberg; Casa do Tom, de Ana Jobim; e Pan Cinema Permanente, de Carlos Nader.
Acompanhe a programação: www.festivalemisrael.com.
(Jane de Alencar, Ascom SAv/MinC)
Participação do Leitor
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