A comissão julgadora do BR Games 2009 (www.brgames2009.com.br) anunciou nesta quarta-feira, 2 de setembro, os vencedores do concurso. Entre os 200 projetos analisados – número duas vezes maior do que o projetado – foram selecionados sete demos desenvolvidos por pessoas físicas e três por empresas. Octávio Pieranti, coordenador de TV e Novas Mídias da Secretaria do Audiovisual do Ministério da Cultura considerou que “o grande número de inscritos no BrGames qualificou muito o processo de seleção”. Pierranti acredita que “os projetos selecionados evidenciam o desenvolvimento significativo do setor”.
Cada projeto selecionado receberá para o desenvolvimento dos jogos eletrônicos uma verba de R$ 70 mil, para pessoa física, e de R$ 140 mil, para empresa, sendo R$ 28 mil vindos da própria empresa. Os valores serão liberados conforme o cronograma das etapas de entrega for cumprido. O prazo limite para a finalização do projeto é fevereiro de 2010.
A comissão que selecionou os jogos vencedores é composta por Emiliano Castro, diretor de Relações Institucionais da Abragames; Fabiano Onça, do FILE; John Forman, diretor de Capacitação e Inovação da SOFTEX; os professores Lauro Eduardo Kozovits e Edda Bomtempo, representantes das Secretarias do Ministério da Cultura do Audiovisual (SAv/MinC) e de Políticas Culturais (SPC/MinC), respectivamente.
Os critérios que definiram a escolha se basearam nos quesitos criatividade, originalidade, capacidade técnica da equipe, viabilidade comercial e potencial de comercialização internacional. Os dez jogos selecionados serão apresentados na edição 2010 da Game Connection, evento realizado paralelamente a Games Developers Conference, em São Francisco, nos Estados Unidos da América.
Veja a portaria publicada na página do Diário Oficial da União.
BrGames 2009
O segmento de Jogos Eletrônicos, indústria que movimenta US$ 50 bilhões por ano e deve crescer em torno de 20%, motivou o lançamento do BRGames, em maio de 2009. O concurso, voltado para a coprodução de demos, teve um investimento de R$ 1.074.000 e foi uma iniciativa da Secretaria do Audiovisual (SAv) e da Secretaria de Políticas Culturais (SPC) do Ministério da Cultura, em parceria com a Softex.
O BrGames quer identificar novos talentos e, com apoio financeiro, estimular a produção de dez demos jogáveis, contribuindo para o fortalecimento da indústria nacional não apenas no mercado brasileiro, mas também no exterior. Sua realização conta com o apoio da Associação Brasileira de Desenvolvedoras de Jogos Eletrônicos (Abragames) e do Festival Internacional de Linguagem Eletrônica (File) .
Além do aporte de capital, os vencedores participarão de uma oficina sobre desenvolvimento de projetos de jogos eletrônicos, formatação, produção e mercado internacional. Suas empresas passarão a integrar a vertical de Games do PSI-SW, o maior projeto de internacionalização competitiva de empresas de software e prestadoras de serviços de TI já realizado no Brasil. Ele é gerenciado pela SOFTEX com o apoio técnico e financeiro da Apex-Brasil.
O mercado brasileiro de jogos eletrônicos
Segundo dados da pesquisa realizada pela Abragames, em 2008 o setor brasileiro de jogos eletrônicos era integrado por 42 empresas desenvolvedoras de software. Estas empresas exportam cerca de 43% da produção nacional. A participação do Brasil no mercado internacional tem crescido ao longo dos últimos quatro anos. Apenas as dez companhias participantes da vertical de games do Brazil IT tiveram seu volume de exportação ampliado de R$ 920 mil em 2005 para R$ 5,38 milhões em 2008. Atualmente, a indústria brasileira de jogos eletrônicos é responsável por 0,16% do faturamento mundial.
Softex
A Associação para Promoção da Excelência do Software Brasileiro (Softex) é gestora, desde a sua criação em 1996, do Programa para Promoção da Exportação do Software Brasileiro (Programa Softex), considerado prioritário pelo Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT). As seguintes diretrizes pautam o trabalho da Softex: disseminação e auxílio à implantação das melhores práticas em desenvolvimento de software; capacitação de recursos humanos para o setor; auxílio à obtenção de recursos financeiros junto a fontes públicas e privadas; produção e disseminação de informações qualificadas sobre a indústria brasileira de software e serviços de TI; apoio ao empreendedorismo e à inovação; formulação de políticas de interesse do setor; e apoio à criação e ao desenvolvimento de oportunidades de negócios tanto no Brasil como no exterior.
O Sistema Softex reúne mais de 1.600 empresas de todo o território nacional e é integrado por uma ampla rede de agentes regionais que prestam apoio e orientação local às empresas em seu entorno. As ações da Softex contam com o apoio institucional, técnico e financeiro de diversas entidades, entre as quais Abes, Abdi, Abinnee, Apex-Brasil, Anprotec, Assepro, BID, BNDES, CNI/Senai, CNPq, Fenadados, Fenainfo, Finep, Frente Parlamentar de Informática, MCT/Sepin, MDIC, SBC e Sebrae. Saiba mais.
Mais informações: (11) 3064-8066 e mario@mlpcom.com.br ou Karen@mlpcom.com.br
(Jane de Alencar, Ascom SAv/MinC)
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