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Ministro lança projeto na Bienal

O Estado de São Paulo, Camila Molina, em 02/09/2009

Juca Ferreira aproveitou evento para reforçar apoio à nova direção

Camila Molina

O ministro da cultura, Juca Ferreira, esteve ontem à noite na fundação Bienal de São Paulo para apresentar o Programa Brasil Arte Contemporânea, do qual a entidade, a Bienal do Mercosul de Porto Alegre e Funarte serão destaques como integrantes de seu comitê. Ferreira aproveitou para expressar o apoio do governo federal à nova diretoria executiva da instituição, presidida por Heitor Martins. “A Bienal de São Paulo é o grande evento globalizado da arte no Brasil”, afirmou.

Depois do anúncio, Ferreira participou do jantar que a instituição realizou, no Ibirapuera, para arrecadar fundos. Segundo Martins, a festa, com 500 convidados e convites a R$ 2,5 mil, rendeu R$ 1,1 milhão “até agora”. Ele não soube explicitar as despesas do evento.

O Programa Brasil Arte Contemporânea foi publicado anteontem no Diário Oficial da União e já conta neste ano com orçamento de R$ 1,2 milhão. “As dificuldades que a nova diretoria passou com o Ministério Público (do Estado de São Paulo) são fruto da herança da administração passada (de Manoel Pires da Costa). Ajudamos a produzir confiança no MP para a realização desse evento estratégico. Vamos apoiar diretamente a restauração do prédio da Bienal”, afirmou o ministro. Martins afirmou que a 29ª Bienal será inaugurada em 21 de setembro de 2010.

A reforma do pavilhão começará neste ano. Segundo o Ministério da Cultura (MinC), já serão disponibilizados neste ano R$ 4 milhões. O aporte a partir de 2010 contará também com recursos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social. Martins explicou que as primeiras providências serão tratar de colocar hidrantes e saídas de emergência. A parte mais cara (de cerca de R$ 10 milhões) será a climatização total do edifício, com 30 mil m² (apenas 10% da área é climatizada). “É uma exigência de museus de todo o mundo, essa é uma limitação que restringe nosso acesso a obras e à curadoria”, afirmou Martins. Ele estima que se gaste, no total, entre R$ 15 milhões e R$ 18 milhões.

Até agora as ações da nova diretoria da Bienal para revitalização tem apoio dos governos federal e municipal, mas não conta com o estadual. “Estamos namorando, iniciando os diálogos”, afirmou Martins. O projeto da 29ª Bienal de São Paulo já foi enviado para aprovação pela Lei Rouanet, com total de R$ 29 milhões.

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