O ministro da Cultura, Juca Ferreira, afirmou em São Paulo, durante a abertura do II Congresso de Cultura Ibero-Americana, que é preciso romper a inércia da exclusão social e fomentar a diversidade cultural.
“Esse encontro foi programado no México, na primeira Conferência Ibero-Americana, e o tema Cultura e Transformação Social foi escolhido como um prêmio para o Brasil, em reconhecimento ao avanço das nossas políticas públicas em direção às oportunidades e ao acesso pleno à cultura para todos os brasileiros”, disse o ministro. (Leia o discurso na íntegra)
Estarão reunidos na capital paulista, no SESC Vila Mariana, até o dia 3 de outubro, 22 países da América Latina e da Península Ibérica para discutir e ressaltar as potencialidades da cultura ibero-americana a partir do intercâmbio de conceitos e práticas, com o objetivo de fortalecer as políticas públicas em que a cultura seja tratada como campo fétil, para o desenvolvimento econômico e social.
O secretário-geral Ibero-Americano, Enrique Iglesias, também um dos realizadores do encontro, disse que é possível utilizar a criatividade cultural para dar origem a elementos que ajudem a aumentar a coesão social, por meio do diálogo, com as diversas formas culturais. “Há poucos dias tivemos conhecimento de uma grande criatividade: o Vale-Cultura. Projeto que vai permitir dar recursos às pessoas carentes para que possam comprar bens culturais”.
A ministra de Cultura da Espanha, Ángeles Ganzáles-Sinde, relembrou o primeiro encontro no México e disse que foi possível confirmar a capacidade da cultura em promover a inclusão social, econômica e espiritual. “Ainda temos que lembrar que a cultura é uma importante ferramenta para combater o preconceito, porque ela incentiva a pluralidade e o respeito à diversidade de cada país”.
O secretário-geral da Organização dos Estados Ibero-americanos, Álvaro Marchesi, também enalteceu a realização do encontro. “A crise que vivemos na economia do mundo é também uma crise de valores. A cultura é a força da nossa vida com valores de criatividades e de expressão. Estamos construindo juntos uma nova cultura, solidária, com novos valores e que ajudará a transformar a sociedade”.
O diretor regional em exercício do SESC de São Paulo, Luís Galina, ressaltou que a cultura e a transformação social são dois pólos positivos que colocados em contato se relacionam de maneira atrativa para o propósito do desenvolvimento da nossa sociedade e do próprio ser humano.
Homenagem a Agusto Boal – O presidente da Fundação Nacional de Artes (Funarte/MinC), Sérgio Mamberti, também presente à cerimônia, falou do trabalho do diretor de teatro, dramaturgo e ensaísta brasileiro, Augusto Boal, principalmente em relação aos oprimidos. “Ele fez esse exercício fundamental a partir do indivíduo, do cidadão, e criou essa possibilidade real de fazer da cultura um elemento transformador”, afirmou, mencionando a publicação do livro A Estética do Oprimido, e convidou a todos a participarem da reprodução de diversos espetáculos do artista que acontece nesta quinta-feira, 1º de outubro, no Teatro de Arena, em São Paulo.
II Congresso – Iniciativa do Ministério da Cultura e da Secretaria Geral Ibero-Americana (SEGIB) em parceria com o SESC São Paulo, o II Congresso de Cultura Ibero-Americana reúne 22 países da América Latina – Argentina, Bolívia, Brasil, Chile, Colômbia, Costa Rica, Cuba, El Salvador, Equador, Guatemala, Honduras, México, Nicarágua, Panamá, Paraguai, Peru, República Dominicana, Uruguai e Venezuela – e da Península Ibérica – Andorra, Espanha e Portugal -, para conferências, mesas de debate e relatos de experiências acerca do tema Cultura e Transformação Social.
(Texto: Marcelo Lucena, Comunicação Social/MinC)
(Fotos: EditorWeb)
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