sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012 RSS Ouvidoria Fale com o Ministério
« Voltar Imprimir

Dawson, Isla 10

Pré-estreia do filme acontece nesse sábado, dia 3, no encerramento do II Congresso de Cultura Ibero-americana

O cineasta Miguel Littin e os ministros da Cultura do Brasil, Juca Ferreira, e do Chile participam da pré-estreia do filme Dawson, Isla 10, nesse sábado, dia 3 de outubro, às 20h30, no Cine SESC, no encerramento do II Congresso de Cultura Ibero-Americano.

Dawson, Isla 10 aborda o golpe militar que em 1973 derrubou o governo democrático de Salvador Allende e vitimou milhares de chilenos, dando início a uma das mais longas e sangrentas ditaduras da América Latina. O filme mostra o sofrimento de ministros do governo Allende que foram aprisionados em uma ilha gelada, de clima antártico, onde funcionou um campo de concentração projetado pelo criminoso nazista Walter Rauff, então refugiado no Chile.

A história é baseada no livro Isla 10, de autoria de Sergio Bitar – então ministro das Minas e Energias do governo Allende e hoje ministro do governo de Michelle Bachelet. O filme utiliza cenas reais e revela os minutos finais do presidente eleito Salvador Allende, entrincheirado e resistindo solitário no Palácio La Moneda, onde foi assassinado pelos militares chilenos.

Considerado um dos mais importantes cineastas latino-americanos e autor de filmes como Actas General de Chile, Actas de Marusia e Alsino y el Condor – os dois últimos indicados ao Oscar de Melhor Filme estrangeiro – Littin se baseou no livro Isla 10, de autoria de Sergio Bitar – então ministro das Minas e Energias do governo Allende e hoje ministro do governo de Michelle Bachelet – para narrar os último minutos de vida do presidente Salvador Allende, assassinado no Palácio de La Moneda,

O golpe militar chileno em 1973 obrigou Miguel Littín a se exilar no exterior, de onde combateu o ditador Augusto Pinochet. Ao contrário de 1985, quando entrou no Chile disfarçado e realizou Actas General de Chile, que Gabriel Garcia Márquez descreveu em A Aventura de Miguel Littin clandestino no Chile, agora o diretor teve toda a liberdade para reconstituir as atrocidades da ditadura Pinochet. Um dos seus trunfos foi filmar na própria Isla 10, graças à autorização das atuais forças armadas chilenas.

Littin quer lembrar às novas e velhas gerações os efeitos nefastos de práticas violentas e autoritárias, além de defender a necessidade de se abrir os arquivos de países que viveram ditaduras e tentam apagar a memória daqueles tempos sombrios.  Segundo o diretor “… Uma sociedade que perde a memória perde capital social e se torna estúpida.”

Coprodução do Chile, Brasil e Venezuela, Dawson Ilha 10 vai concorrer ao Prêmio de Melhor Filme do Festival Internacional de Roma, em outubro, além de representar o Chile na busca do Oscar de Melhor Filme Estrangeiro.

(Jane de Alencar, Ascom SAv/MinC)

Compartilhe:
  • Digg
  • del.icio.us
  • Facebook
  • Google Bookmarks
  • MySpace
  • TwitThis
  • email
  • LinkedIn

Participação do Leitor

Espaço reservado exclusivamente para comentários acerca da matéria ou publicação veiculada nesta página. Solicitação de informações ou dúvidas devem ser encaminhadas por meio do Fale com o Ministério; reclamações ou denúncias devem ser dirigidas para Ouvidoria.

*

max. 1000 caracteres


Regras para comentários:

1. Os comentários terão moderação desta Assessoria de Comunicação.

2. Comentários que fujam ao teor da matéria serão excluídos.

3. Ofensas e quaisquer outras formas de difamação não serão publicadas.

4. Não publicamos denúncias. Nestes casos, serão enviadas à Ouvidoria, que as encaminhará aos órgãos cabíveis.

5. A postagem de comentários com links de matérias não produzidas por este ministério será excluída.

6. Respostas a questionamentos e esclarecimentos exigem consulta, impedindo-nos, por vezes, retorno imediato.



1 comentário

  • Flávio Prieto

    11 de abril de 2011

    Li o livro G.Garcia Márquez sobre Miguel Littin (“A Aventura de Miguel Littín Clandestino no Chile) e achei-o muito bom. É um livro curto, escrito com muito humor e ironia fina, mostrando como Littín pregou um ‘rabo de burro’ quilométrico no regime de Pinochet. Só falta agora ver o filme …