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Encontro com o Funk

Representação Regional do RJ/ES e Rádio MEC estudam a possibilidade de promoção do Funk

Nesta segunda-feira, 5 de outubro, no prédio da Rádio MEC, reuniram-se para discutir uma nova linha de produção radiofônica para a música Funk, o Chefe da Representação do Ministério da Cultura RJ/ES, Adair Rocha, a Assessora do MinC, Angeline Prata, o diretor da Rádio, Orlando Guilhon, o Gerente da Rádio Nacional Cristiano Menezes, a Líder de Programação e Produção da Rádio MEC, Liara Avellar, e os músicos MC Leonardo, da APAFunk (Associação dos Profissionais e Amigos do Funk) e Marcelo Yuka, da ONG F.U.R.T.O.

Segundo Adair Rocha, ao conceder o espaço para o Funk, a Rádio MEC se afina ao Ministério da Cultura na construção de uma política pública voltada para a promoção da diversidade das expressões culturais e contribui para o desenvolvimento da cidade e o fortalecimento da dimensão de cidadania.

Para Orlando Guilhon, o evento vem ao encontro da missão institucional da Rádio MEC que é de dar visibilidade às expressões culturais, especialmente por meio da música como instrumento de informação, cultura e inclusão social. O Diretor esclareceu ainda a oportunidade do momento, visto que a Rádio passa por um processo de revitalização o qual envolve sua fusão com a Rádio Nacional e a ampliação, em breve, de sua outorga de linha de transmissão de 50 para 100 Kws de potência. Nas palavras do Diretor: “O Brasil precisa se ver”.

O MC Leonardo falou sobre a necessidade de se combater o processo de criminalização sofrido pelo Funk o que tem dado espaço à formação de monopólios no mercado envolvendo abusos na cessão dos direitos autorais dos músicos, e Marcelo Yuka lembrou que a estória do Samba também foi marcada por esse mesmo preconceito.

Ao final sugeriu-se o desenvolvimento de um projeto de captação de recursos que envolva um formato misto de programação englobando música, notícia, documentário, entrevista e programa ao vivo, além da formação de uma oficina que apresente o Funk aos programadores da Rádio.

O Funk carioca tornou-se a essência da expressão cultural de nossa periferia, abordando problemas como a violência e a pobreza das favelas e tem sido alvo de ataques e preconceitos, desde que alguns grupos rivais usavam seus bailes como palco de disputas violentas. No entanto, seu ritmo contagiante vem ganhando cada vez mais adeptos e fez brotar uma crescente consciência de que ao contrário de ser uma exaltação a criminalização o Funk pode ser uma chamada a paz e a conscientização dos valores culturais de nosso povo. Dessa forma, o Funk desceu o morro e levou sua mensagem à cidade. É o que ensina MC Leonardo ao brindar os participantes da reunião com um trecho do seu rap “Tá Tudo Errado”:

 (…) Comunidade que vive a vontade
Com mais liberdade tem mais pra colher
Pois alguns caminhos pra felicidade
São paz, cultura e lazer
Comunidade que vive acuada
Tomando porrada de todos os lados
Fica mais longe da tal esperança
Os menor vão crescendo tudo revoltado
Não se combate crime organizado
Mandando blindado pra beco e viela
Pois só vai gerar mais ira
Naqueles que moram dentro da favela

Sou favelado e exijo respeito
São só meus direitos que eu peço aqui
Pé na porta sem mandado
Tem que ser condenado
Não pode existir (…)

Autoria: MC Junior e Leonardo

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2 comentários

  • Wagner Cardoso

    2 de fevereiro de 2010

    Desde quando o funk é cultura? ñ tem nada haver tantos compositores que estão esquecido na periferia, que traz ótimas informações em suas letras ai vem esse lixo sonoro e´é dedicado como cultura nacional vcs esta por fora . fazer oq isso é Brasil

  • alexis

    21 de outubro de 2009

    Entendo que o funk é uma grande expressão da cultura brasileira. POrém uma das poucas rádios que manifestam e ponderam a música de qualidade, que na maioria das vezes se faz com caráter de manifestação sociológica, psicologica e filosófica. funk não.