João Luiz Sampaio
Está em discussão no Ministério da Cultura a criação de uma companhia estatal de ópera. O projeto contemplaria a criação de uma estrutura de produção que visaria a realização de montagens que viajariam pelo País. A primeira tentativa seria com um Barbeiro de Sevilha, de Rossini, que seria dirigido pelo maestro John Neschling, um dos idealizadores do projeto. O valor – R$ 15 milhões para a apresentação em 15 cidades – tem despertado reações mistas mesmo dentro do governo, em especial na Funarte.
Por meio de sua Assessoria, o maestro Neschling, que está na Europa e volta no começo da semana ao Brasil, diz apenas que há um “grande projeto” em andamento, “a ser anunciado proximamente”, com apoio do Ministério da Cultura. Procurado pelo Estado, o MinC jogou a bola para a Funarte que, por meio de sua Assessoria de Comunicação, devolveu o passe: pediu que o Ministério fosse procurado, pois não haveria ainda nenhuma informação disponível sobre o projeto.
O Estado conversou com fontes das duas instituições e apurou que não há mesmo a confirmação sobre o projeto, apesar do suposto apoio do ministro Juca Ferreira. Uma das questões pendentes seria o valor estimado: R$ 1 milhão por apresentação, considerado muito alto.
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